Filie-se
Crescimento

Leão planeja dobrar de tamanho com aposta em novos produtos e expansão internacional

Controlada pela Coca-Cola, companhia investe em inovação e mira crescimento do consumo de chás no Brasil e no exterior.

22 de abril de 2026 por LIDE

Leao-Marcelo-Correa-1068x712.jpg
Marcelo Corrêa, CEO da Leão Alimentos e Bebidas. (Foto: Divulgação)

A Leão Alimentos e Bebidas, controlada pela Coca-Cola desde 2007, projeta dobrar de tamanho até o fim da década, apoiada na expansão do consumo de chás e no lançamento de novos produtos.

Segundo a Bloomberg Línea, a companhia iniciou um ciclo de investimentos de R$ 100 milhões até 2030, sendo 60% destinados à modernização de equipamentos e 40% à ampliação da capacidade produtiva.

“O Brasil tem um grande mercado promissor ainda a se desenvolver”, afirmou o CEO Marcelo Corrêa em entrevista.

Um dos principais vetores de crescimento foi o lançamento, em 2019, do chá para preparo em água gelada, que registrou expansão de 127% entre 2020 e 2025. A proposta reposiciona o produto como opção de consumo fora do lar e acompanha a tendência de bebidas frias entre consumidores mais jovens.

A estratégia de inovação também se reflete no portfólio: novos produtos já representam cerca de 40% do Ebitda da companhia. Em 2025, foram lançados 11 itens, incluindo a entrada no segmento de erva-mate verde, com opções como chimarrão e tereré.

A Leão lidera o mercado brasileiro de chás por infusão, com 68,5% de participação em volume, segundo dados da Nielsen. O índice representa avanço em relação a 2021 e consolida uma trajetória de crescimento em um mercado ainda pouco explorado no país.

Apesar da liderança, o consumo per capita no Brasil permanece baixo, com 24 xícaras por habitante ao ano, bem abaixo de países como Uruguai e Argentina.

No mercado internacional, a empresa aposta na exportação de erva-mate, atualmente responsável por cerca de 5% do faturamento. A operação já está presente em países como Estados Unidos, Canadá, Espanha, Portugal, Japão e mercados do Oriente Médio.

“O hábito de consumo de chá no Brasil não está vinculado ao clima”, disse Corrêa.

No mercado doméstico, o foco de expansão está nas regiões Norte e Nordeste, que apresentam crescimento superior a 20% ao ano, embora ainda representem cerca de 15% da receita da companhia.