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Voo sem escalas

Latam amplia malha e consolida protagonismo no céu brasileiro

Com crescimento sustentável e resultados financeiros robustos, Latam consolida papel central no avanço da aviação brasileira e amplia conectividade no país.

27 de abril de 2026 por LIDE

Roberto Alvo. CEO LATAM Airlines Group (11)Roberto Alvo, CEO do Latam Airlines Group. (Foto: Divulgação)

Em um setor historicamente marcado por volatilidade econômica, custos elevados e desafios operacionais, a Latam vive um momento de expansão e fortalecimento estratégico. Um dos reflexos mais recentes desse movimento é a ampliação da malha aérea doméstica. A Latam Airlines Brasil anunciou que aumentará em 9% o volume de frequências em voos domésticos no primeiro semestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2025. A expansão prioriza mercados estratégicos e amplia a integração regional.

Entre os destaques está o fortalecimento de rotas importantes para a mobilidade nacional. Na ligação Belém–Macapá, por exemplo, a oferta de voos será ampliada em 166%, passando de três para oito frequências semanais a partir de abril. Grande parte dos novos incrementos está concentrada nos hubs de São Paulo (Guarulhos e Congonhas) e Brasília, aumentando a eficiência das conexões domésticas e internacionais, ao mesmo tempo em que a companhia fortalece mercados regionais nas regiões Norte e Sul.

Tecnologia aérea

Os novos voos serão operados pela frota da família Airbus A320, que inclui os modelos A319, A320 e A321 e fazem parte de uma estratégia mais ampla de eficiência operacional e expansão responsável. Paralelamente, a companhiatab prepara um novo ciclo de modernização com a aquisição de até 70 aeronaves Embraer E195-E2, anunciada em 2025, com as primeiras entregas previstas para o último trimestre de 2026. O investimento permitirá otimizar rotas existentes e ampliar a presença da empresa em destinos regionais.

Esse avanço operacional acompanha resultados financeiros sólidos. Em 2025, o Latam Airlines Group registrou lucro líquido de US$ 1,46 bilhão, crescimento de 49,4% em relação a 2024, além de transportar 87,4 milhões de passageiros ao longo do ano. As receitas operacionais totalizaram US$ 14,49 bilhões, aumento de 11,2%, enquanto o resultado operacional ajustado atingiu US$ 2,35 bilhões, com margem de 16,2%.

“Encerramos 2025 satisfeitos com o avanço na consolidação da Latam. Os resultados refletem um modelo de negócios fortalecido, sustentado por uma proposta de valor diferenciada, uma execução operacional consistente e uma disciplina financeira que lhe permitiu crescer de forma rentável e sustentável”, afirmou Roberto Alvo, CEO do Latam Airlines Group.

Papel estratégico

A companhia também tem desempenhado papel decisivo na expansão do próprio setor aéreo brasileiro. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) mostram que a Latam foi responsável por 42,5% do crescimento do número de passageiros no Brasil em 2025, contribuindo de forma determinante para que o país alcançasse o maior volume de viajantes da história.

No período, o número de passageiros transportados pela empresa nos mercados doméstico e internacional passou de 42 milhões em 2024 para 46,7 milhões em 2025. Já o setor aéreo brasileiro como um todo avançou de 118,4 milhões para 129,6 milhões de passageiros, evidenciando o protagonismo da companhia no crescimento do mercado.

“O recorde da aviação brasileira é um marco importante e os dados deixam claro que a eficiência e os investimentos da Latam foram determinantes para esse resultado. Na prática, pelo menos 4 em cada 10 novos passageiros de voos domésticos e internacionais no Brasil em 2025 embarcaram em um voo da Latam”, afirma Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil.

Crédito_Roberto SettonJerome Cadier, CEO da Latam Brasil. (Foto: Divulgação)

Céu de brigadeiro

De acordo com dados da ANAC, a Latam também completou **cinco anos consecutivos na liderança do market share do mercado doméstico brasileiro.** No segmento internacional, as afiliadas do grupo também lideram desde 2021 o market share entre todas as empresas brasileiras e estrangeiras que operam voos a partir do Brasil.

Esse desempenho se apoia em uma transformação estrutural da companhia nos últimos anos. Para Jerome Cadier, a reestruturação financeira e o foco estratégico no cliente corporativo foram fundamentais para tornar o negócio mais resiliente diante das turbulências típicas do setor aéreo.

“Você prepara o seu negócio para eventuais turbulências, organizando as dívidas, garantindo que você tenha custo baixo de operação, capacidade de manobra, capacidade de crescer e decrescer. Essa flexibilidade de negócio permite ajustar a companhia aérea para navegar em um cenário difícil, mas é preciso se estruturar para isso", conclui.