A nova rota da CVC: entre a eficiência operacional e o foco no cliente
Com nova liderança, empresa combina transformação digital e fortalecimento comercial para ganhar competitividade no turismo.
Fábio Mader, novo CEO da CVC. (Foto: Divulgação)
A CVC vive um momento de consolidação que marca o início de um ciclo renovado em sua trajetória. Após um período de intensa reorganização, a companhia — uma das marcas mais resilientes do turismo brasileiro — reposiciona suas bases para equilibrar tradição e transformação digital. O objetivo central é claro: ampliar a capacidade de gerar valor em um setor que recuperou o dinamismo, impulsionado pela retomada global da demanda por viagens e experiências.
Este novo capítulo é acompanhado por mudanças estratégicas em sua governança. Com a chegada de Fábio Mader como CEO e a ampliação do conselho de administração, a empresa sinaliza uma evolução natural após um período de rigorosos ajustes operacionais. A nova gestão assume a missão de consolidar a modernização iniciada nos últimos anos, preparando a estrutura para um cenário de maior competitividade. Esse movimento sucede a estratégia "Back to Basics", que foi fundamental para restabelecer os fundamentos do negócio e resgatar a cultura comercial que historicamente definiu a marca no país.
Atualmente, a estratégia da CVC é orientada por pilares que articulam tecnologia, eficiência e a jornada do consumidor. O fortalecimento da experiência do cliente passa por uma visão integrada entre os canais B2B e B2C, garantindo consistência no atendimento, seja nas lojas físicas, no site ou nas agências parceiras. Nesse contexto, a omnicanalidade atua como um facilitador: a tecnologia simplifica a jornada de compra, mas preserva o atendimento humano assistido, um diferencial competitivo que oferece segurança ao viajante brasileiro em roteiros mais complexos.
Paralelamente à evolução digital, a companhia mantém o foco na rentabilidade das operações existentes e no desempenho das unidades já instaladas. Há um investimento contínuo na transformação cultural e no desenvolvimento de pessoas, capacitando as equipes para operar em um ambiente orientado a dados. Ao mesmo tempo, a disciplina financeira permanece como prioridade, com foco na redução gradual do endividamento e na melhoria das margens de produtos e serviços.
No campo comercial, o planejamento prevê o crescimento orgânico dos canais digitais próprios, como o site e o aplicativo, dentro do mix total de vendas. A ideia é ampliar a participação dessas plataformas para atender o cliente moderno, sem abrir mão do modelo de proximidade das lojas físicas. Como destaca o CEO Fábio Mader, o mandato para este novo ciclo é a convergência entre o foco no cliente, a transformação da experiência por meio da tecnologia e a sustentabilidade financeira do negócio.