Natura aposta em ciência de fronteira e reforça liderança em ESG com inovação global
Companhia amplia investimentos em biotecnologia, transição energética e governança para consolidar vantagem competitiva global em sustentabilidade e inovação.
Ana Costa, vice-presidente de Sustentabilidade, Jurídico e Reputação Corporativa da Natura. (Foto: Divulgação)
A Natura aprofunda sua agenda de inovação ao direcionar capital e pesquisa para territórios científicos ainda pouco explorados pela indústria de beleza. Por meio do Natura Ventures, fundo de Corporate Venture Capital gerido pela VOX Capital, a companhia realizou um investimento estratégico na Antarka, startup uruguaia de biotecnologia que desenvolve ativos a partir de microrganismos adaptados às condições extremas da Antártida, ambiente que se consolida como nova fronteira de pesquisa para aplicações em saúde e cosméticos.
A tecnologia da Antarka é baseada em enzimas capazes de promover reparo celular profundo frente aos danos causados pela radiação UV, ampliando o escopo tradicional dos antioxidantes. Em um contexto de intensificação dos efeitos ambientais sobre a pele, a inovação aponta para uma nova geração de dermocosméticos que não apenas protegem, mas atuam na reversão de danos celulares. Ensaios clínicos já indicam resultados expressivos nesse sentido.
“Ao integrarmos ciência de fronteira ao nosso ecossistema, habilitamos uma rota para impulsionar o crescimento, unindo a agilidade das startups à nossa escala industrial. Mais do que investir em uma solução, estamos consolidando um modelo de parceria estratégica que garante à Natura acesso prioritário a tecnologias que ditarão o futuro da beleza global”, destaca José Manuel Silva, vice-presidente de Novos Negócios da Natura.
José Manuel Silva, vice-presidente de Novos Negócios da Natura. (Foto: Divulgação)
Reconhecimento global
No campo da governança, a companhia reforça sua posição global ao ser reconhecida como uma das empresas mais éticas do mundo pelo Ethisphere Institute, distinção que avalia programas de compliance, cultura organizacional e transparência. “Este reconhecimento reafirma a solidez do nosso compromisso com a verdade e com as crenças que sempre nortearam a forma de fazer negócios da Natura. Esta filosofia empresarial tem como lastro uma governança que habilita tomadas de decisões íntegras, consolidando a confiança construída ao longo dos anos, que permeia nossa razão de ser e de gerar valor”, afirma Ana Costa, vice-presidente de Sustentabilidade, Jurídico e Reputação Corporativa da Natura.
A consistência da agenda ESG também se reflete no desempenho em rankings internacionais. A Natura figura entre os destaques do S&P Global Sustainability Yearbook, consolidando-se como a empresa de beleza mais sustentável da América Latina e entre as líderes globais do setor, com pontuação de 79/100 no Corporate Sustainability Assessment. O reconhecimento reforça a capacidade da companhia de traduzir compromissos ambientais e sociais em métricas concretas para investidores, incluindo atuação destacada em biodiversidade, clima e transparência.
Mais energia
Na frente operacional, a transição energética avança como vetor de eficiência e competitividade. Em Cajamar (SP), principal complexo industrial da empresa na América Latina, o biometano já representa 45% da matriz energética dos processos produtivos, além de abastecer parte relevante da frota logística. A solução, viabilizada em parceria com a Ultragaz, integra economia circular ao transformar resíduos em energia renovável, reduzindo emissões e aumentando a produtividade.
“Esse é um passo concreto do nosso plano de transição climática. Ele mostra como é possível reduzir emissões de forma relevante em operações industriais e logísticas complexas, usando uma solução que já está disponível, funciona em escala e gera valor para o negócio”, afirma **Josie Romero, vice-presidente de Operações, Logística e Suprimentos da Natura.**