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Criptomoedas

Stablecoins movimentam R$ 9,3 bilhões em março e superam fevereiro no Brasil

Negociação de “dólar digital” avança sem incidência de IOF e ganha tração entre investidores.

27 de março de 2026 por LIDE

close-de-um-bitcoin-colocado-em-um-teclado-preto-de-computadorAtivos são alternativas rápidas e de menor custo para dolarização de patrimônio. (Foto: Freepik)

Com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre criptomoedas fora do radar do governo federal, ao menos por enquanto, investidores brasileiros seguem ampliando o uso de stablecoins — ativos digitais pareados ao dólar. As informações são do InvestNews.

Até o momento, o volume negociado dessas criptomoedas em março alcançou R$ 9,3 bilhões nas exchanges, segundo dados da plataforma Índice Biscoint. O montante já supera todo o volume registrado em fevereiro, de R$ 9,1 bilhões.

A Tether (USDT) lidera com folga, somando R$ 8,49 bilhões, o equivalente a 91% do total negociado. Já a USD Coin (USDC), emitida pela Circle, movimentou R$ 815 milhões no período.

Esses ativos têm ganhado espaço no Brasil por funcionarem como uma alternativa rápida e de menor custo para dolarização de patrimônio, além de serem amplamente utilizados em remessas internacionais e viagens. Por ora, também permanecem sem incidência de IOF.

No início do ano, o governo chegou a avaliar a cobrança do imposto sobre operações com stablecoins, incluindo a possibilidade de uma consulta pública. A discussão, no entanto, foi suspensa, o que foi bem recebido por investidores e representantes do setor.

Em nota conjunta, entidades como ABcripto, ABFintechs, Abracam, ABToken e Zetta afirmaram que uma eventual ampliação da tributação por decreto ou norma administrativa seria ilegal, por não poder criar ou ampliar fato gerador tributário.