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Varejo

H&M acelera expansão no Brasil com novas lojas apesar de vendas fracas no trimestre

País se torna foco estratégico na América Latina, com plano de até 11 unidades e presença nacional até 2028.

27 de março de 2026 por LIDE

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Daniel Erver, CEO da H&M. (Foto: Divulgação)

A H&M registrou vendas abaixo do esperado no primeiro trimestre, mas reforçou a aposta no Brasil como eixo central de crescimento na América Latina. Segundo o InvestNews, a companhia prevê a abertura de novas lojas no país e expansão acelerada nos próximos anos.

As vendas líquidas caíram 1% em moedas locais, para 49,6 bilhões de coroas suecas, abaixo das estimativas de mercado. Ainda assim, a varejista conseguiu melhorar a rentabilidade por meio de controle de custos, com lucro operacional de 1,51 bilhão de coroas suecas, acima do esperado.

Sob a liderança do CEO Daniel Erver, a empresa tem priorizado a estabilização das operações, com foco em redução de estoques e aumento das vendas a preço cheio. A estratégia elevou a margem operacional de cerca de 3% em 2022 para 8% em 2025, atingindo 8,4% nos últimos 12 meses.

Apesar dos avanços, a recuperação ainda é considerada desigual, em meio à pressão competitiva de empresas como Shein, Primark e a Inditex.

No campo estratégico, a H&M segue investindo na integração entre canais físicos e digitais, com foco em omnichannel, além de ganhos de eficiência na gestão de estoques e maior agilidade na cadeia de suprimentos.

Brasil no centro da expansão

A América Latina, especialmente o Brasil, tornou-se prioridade na estratégia global da companhia. A H&M elevou para 11 o número de lojas previstas no país, consolidando o mercado brasileiro como peça-chave para crescimento regional.

A operação no Brasil teve início em 2025, com inaugurações em São Paulo e Campinas. Para 2026, estão previstas sete novas unidades, incluindo duas no Rio de Janeiro, duas no Rio Grande do Sul e uma em Sorocaba (SP).

No médio prazo, a empresa pretende expandir sua presença para todos os estados brasileiros até 2028, com ritmo de abertura de até nove lojas por ano. A estratégia inclui preços mais competitivos e maior uso de produção local.

Globalmente, a H&M planeja abrir cerca de 80 lojas e fechar aproximadamente 160 em 2026, como parte da otimização de sua rede, atualmente com cerca de 4.050 unidades.

Riscos no radar

A companhia também monitora riscos associados ao cenário global, especialmente o conflito no Oriente Médio. Segundo a empresa, os impactos diretos ainda são limitados, mas há preocupação com efeitos indiretos, como aumento de custos de energia e transporte.

Esses fatores podem pressionar a cadeia de suprimentos e chegar ao consumidor final, em um contexto de inflação persistente em diversos mercados. “Se o conflito se prolongar e houver novas disrupções, podemos ver impactos significativos no comportamento do consumidor”, afirmou o CEO.