Companhia reforça os investimentos de infraestrutura no Brasil, seu principal mercado. (Foto: Divulgação)
O Mercado Livre anunciou nesta terça-feira (24) que vai investir R$ 57 bilhões no Brasil em 2026, um aumento de 50% em relação aos R$ 38 bilhões aportados no ano anterior. Segundo o InvestNews, o movimento ocorre em meio ao avanço de concorrentes no comércio eletrônico e à intensificação da disputa por eficiência logística.
A companhia também prevê a abertura de 14 novos centros de distribuição fulfillment — que abrangem da armazenagem ao envio — elevando de 28 para 42 o total de unidades desse tipo em operação no país.
Com a expansão, a empresa reforça sua infraestrutura logística no principal mercado do grupo, em um cenário em que rivais aceleram investimentos para reduzir prazos de entrega e ampliar competitividade.
De acordo com a companhia, os recursos serão direcionados à ampliação da malha logística, ao fortalecimento da plataforma de marketplace e ao avanço do Mercado Pago.
O plano inclui ainda a criação de 10 mil novos postos de trabalho no Brasil ao longo do ano, o que deve elevar o quadro total para mais de 70 mil funcionários até o fim de 2026.
O anúncio ocorre em meio a uma corrida logística entre grandes plataformas de e-commerce. A Shopee tem expandido sua estrutura de fulfillment no país, com novas operações no Nordeste e um megaprojeto em Guarulhos, enquanto a Amazon busca ampliar sua capilaridade com centros automatizados e parcerias logísticas, como o acordo com a Casas Bahia para acelerar entregas de itens de maior porte.
A iniciativa do Mercado Livre sinaliza a intenção de sustentar a liderança no mercado com ganho de escala e maior controle operacional, mesmo com pressão sobre as margens.
No quarto trimestre, a empresa registrou queda de 14% no lucro líquido em base anual, para US$ 559 milhões. O resultado operacional avançou de US$ 820 milhões para US$ 889 milhões, mas com redução de margem, de 13,5% para 10,1%.
Ao ampliar sua rede de fulfillment, a companhia busca aumentar a capacidade de armazenagem e envio de produtos de vendedores parceiros com maior agilidade, fator considerado central na disputa por recorrência e fidelização de consumidores.
O Brasil permanece como o principal mercado do grupo, respondendo por 52,6% da receita total em 2025, com receita líquida de R$ 84,5 bilhões.