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Negócios

Gigante italiana aposta em confeitaria caseira para crescer no Brasil

Irca Group inicia operação no país com foco no “home baking” e mira expansão com portfólio amplo e estratégia de aquisições.

17 de abril de 2026 por LIDE

high-angle-hand-holding-ice-cream-cupGrupo aposta no segmento home baking para ganhar escala em um dos maiores mercados do mundo. (Foto: Freepik)

A italiana Irca Group iniciou sua operação estruturada no Brasil com uma estratégia centrada no mercado informal de confeitaria, conhecido como home baking, visto pela companhia como porta de entrada para crescimento no país. Segundo a Bloomberg Línea, o grupo aposta no segmento para ganhar escala em um dos maiores mercados do mundo.

Com faturamento anual de cerca de € 1,5 bilhão e um portfólio global de mais de 5 mil itens, a empresa começou a montar sua estrutura local em 2025, com investimento inicial de aproximadamente € 1 milhão destinado à formação de equipe, logística e adaptação de produtos ao mercado brasileiro.

A escolha pelo home baking reflete a leitura da companhia sobre o Brasil, onde há uma forte presença de produtores informais que atuam na chamada “zona cinzenta” entre o consumo doméstico e o profissional. “A gente normalmente tem que trazer o pessoal lá de fora para mostrar, porque só explicando eles não conseguem entender”, afirmou Plínio Freitas, vice-presidente da companhia para a América Latina.

Neste primeiro momento, cerca de 60% dos esforços estão direcionados a esse público, enquanto 40% se concentram na indústria. A estratégia inclui ações de marketing digital, presença em pontos de venda e eventos com profissionais do setor, além da conquista de clientes B2B, como a rede Bacio di Latte.

Para a operação no Brasil, a empresa selecionou 50 itens do portfólio global, priorizando categorias como recheios e coberturas, frutas cristalizadas, produtos para sorveterias e decorações de chocolate. A adaptação também incluiu mudanças no formato das embalagens, com volumes menores para atender ao perfil do mercado local.

Apesar da entrada pelo segmento informal, o posicionamento da marca no país será premium, com produtos importados e foco em valor agregado. “É premium, mas não é exorbitante, super caro e não acessível. E realmente traz valor para quem utiliza o produto”, disse Freitas.

No médio prazo, o grupo também mira o mercado industrial, com potenciais parcerias com empresas como Cacau Show, Kopenhagen, Ofner e Bauducco. A estratégia inclui crescimento orgânico nos primeiros anos e a possibilidade de aquisições, com a meta de tornar o Brasil um dos três principais mercados globais da companhia.