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Estamos ainda mais preparados para investir”, diz CEO da Renner ao acelerar expansão

Companhia aposta em ganhos de eficiência e investimentos recentes para sustentar crescimento e ampliar vantagem competitiva.

23 de março de 2026 por LIDE

 

03_fabio_faccio_credito_vini_dalla_rosa_divulgacao_rennerFábio Adegas Faccio, CEO da Lojas Renner. (Foto: Divulgação)

A Lojas Renner se prepara para acelerar sua expansão em 2026, com plano de abrir entre 50 e 60 lojas, após registrar lucro recorde de R$ 1,5 bilhão em 2025, segundo a Bloomberg.

A estratégia marca o movimento mais ambicioso dos últimos anos e ocorre após a companhia estruturar uma base de investimentos em tecnologia, dados e logística entre 2021 e 2023.

De acordo com o CEO, Fábio Adegas Faccio, a empresa está mais preparada para ampliar os aportes, com ganhos operacionais que já se traduzem em vantagem competitiva mensurável.

Os investimentos realizados em anos anteriores, período em que parte do setor reduziu despesas para desalavancagem, agora permitem uma expansão mais acelerada.

O plano de crescimento prevê a abertura de 22 a 30 unidades da marca Renner, entre 23 e 25 lojas da Youcom e até cinco unidades da Camicado, dentro de um orçamento estimado em R$ 1,05 bilhão.

A expansão geográfica prioriza cidades médias ainda não atendidas pela marca principal, enquanto a Youcom apresenta espaço para ganho de densidade em grandes centros. Já a Camicado deve crescer de forma mais seletiva.

No exterior, a varejista mantém operações no Uruguai, onde lidera o mercado de moda, e presença na Argentina, mas sem foco de expansão no curto prazo.

A companhia também reforça sua estratégia no ambiente digital. O canal online respondeu por 14,4% das vendas no quarto trimestre de 2025, com crescimento anual de cerca de 10% no volume bruto de mercadorias. Segundo a empresa, a rentabilidade do e-commerce já se aproxima da operação física.

A estratégia omnicanal é apontada como um diferencial competitivo frente a concorrentes exclusivamente digitais.

Do ponto de vista financeiro, o crescimento da receita deve ser sustentado tanto por volume quanto por aumento do preço médio, impulsionado por maior eficiência logística e redução de remarcações, segundo o CFO Daniel Martins dos Santos.

A margem bruta atingiu 56,1% em 2025, próxima ao nível pré-pandemia. A companhia mantém como diretriz expandir resultados com crescimento de despesas em ritmo inferior ao das vendas.

Em relação ao mercado financeiro, analistas mantêm visão positiva sobre a empresa. O Santander reiterou recomendação de compra para as ações, enquanto o BB Investimentos elevou o preço-alvo, citando melhora de rentabilidade e fundamentos sólidos, mesmo em um cenário macroeconômico mais desafiador.