
Parceria entre as estatais visa a exploração no Golfo do México. (Foto: Divulgação)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que conversou com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, sobre uma possível parceria entre as estatais de petróleo dos dois países para exploração no Golfo do México, segundo a Bloomberg.
Durante evento nesta sexta-feira (20), Lula disse que fez a ligação a pedido de Magda Chambriard, presidente da Petrobras, para sugerir uma colaboração com a Pemex (Petróleos Mexicanos).
Segundo o presidente, a proposta envolve a atuação conjunta em áreas com profundidade de até 2.500 metros. Ele não detalhou, porém, os termos da conversa nem o estágio de uma eventual parceria.
A Petrobras não respondeu imediatamente a pedidos de comentário. A companhia, especializada em operações em águas profundas e interessada em expandir sua atuação internacional para ampliar a produção e recompor reservas, não possui atualmente operações no México.
O gabinete de Claudia Sheinbaum, a Pemex e o Ministério de Energia do México também não se manifestaram de imediato.
A presidente mexicana tem buscado parceiros privados para impulsionar a produção da Pemex e reverter a queda na extração de petróleo, hoje em cerca de metade do pico registrado há duas décadas. Até o momento, poucas grandes empresas internacionais, além do Grupo Carso, do empresário Carlos Slim, anunciaram projetos.
Durante o mesmo evento, Lula também defendeu que o Brasil e a Petrobras avaliem a criação de uma reserva estratégica de petróleo, nos moldes de estoques mantidos por países como Estados Unidos e China, com o objetivo de mitigar impactos de crises.
A proposta surge em meio à alta dos preços do petróleo, impulsionada pela guerra dos Estados Unidos no Irã, o que tem pressionado a Petrobras e o governo brasileiro.
Segundo Lula, a formação de um estoque regulador é uma medida de longo prazo, mas estratégica para reduzir a vulnerabilidade do país a oscilações externas.
O presidente também afirmou que a Petrobras pretende recomprar uma refinaria na Bahia, vendida em 2021 à Mubadala Capital, braço de gestão de ativos do fundo soberano de Abu Dhabi.
A venda da refinaria de Mataripe ocorreu durante o governo de Jair Bolsonaro e é alvo de críticas recorrentes de Lula, que reiterou a intenção de reverter a operação.