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Saúde

Diagnósticos da Roche faturam R$ 1,5 bi e devem crescer com IA no Brasil

Companhia aposta em inovação e expansão no setor público para atingir R$ 1,7 bilhão em 2026.

01 de abril de 2026 por LIDE

Carlos Martins, CEO da Roche Diagnóstica
Carlos Martins, CEO da Roche Diagnóstica. (Foto: Divulgação)

A divisão de diagnósticos da Roche registrou faturamento de R$ 1,5 bilhão no Brasil e projeta crescimento para R$ 1,7 bilhão em 2026, impulsionada por inovação, automação e inteligência artificial. As informações são da Bloomberg.

Segundo Carlos Martins, CEO da Roche Diagnóstica, a estratégia inclui diversificação da base de clientes e ampliação da presença no sistema público de saúde, que ainda representa cerca de 30% da receita da divisão no país.

A empresa vê potencial de expansão especialmente no setor público, considerando que cerca de 75% da população brasileira depende do Sistema Único de Saúde (SUS). Para o executivo, o nível de investimento em diagnóstico no Brasil ainda é inferior ao de países desenvolvidos, que destinam cerca de 2% dos gastos em saúde para essa área, ante aproximadamente 0,5% no país.

“Se investirmos mais em prevenção, os problemas de saúde serão mais simples de resolver. Quando você precisa tratar o paciente que já está com a doença, o custo é maior”, afirmou Martins em entrevista à Bloomberg Línea.

A Roche também aposta em tecnologias avançadas para sustentar o crescimento. Entre as iniciativas estão sistemas preditivos com sensores integrados a equipamentos, capazes de identificar falhas antes que ocorram, além de soluções de automação para acelerar processos laboratoriais.

No campo da inteligência artificial, a companhia já utiliza ferramentas em áreas como serviços e cadeia de suprimentos. Um dos destaques é um sensor de monitoramento de glicemia lançado no Brasil, que utiliza IA para prever a variação dos níveis de açúcar no sangue com até sete horas de antecedência.

Globalmente, a Roche realizou 31 bilhões de testes em 2025, sendo 1,6 bilhão no Brasil. Para o executivo, o principal risco está menos na operação da empresa e mais na capacidade do sistema de saúde de ampliar investimentos em prevenção e diagnóstico.