A aposta na "infraestrutura invisível": por que ex-CEOs de gigantes estão migrando para as fintechs de base
Com a chegada de Alexandre Magnani (ex-PagBank), Akua acelera expansão na América Latina e entra na mira dos novos unicórnios de infraestrutura crítica e IA.
O mercado de pagamentos na América Latina vive uma troca de guarda silenciosa, mas bilionária. Se a última década foi marcada pela guerra das maquininhas e pela digitalização do consumidor, a nova fronteira está na infraestrutura crítica. O movimento mais recente dessa engrenagem é a chegada de Alexandre Magnani, ex-CEO do PagBank, como advisor estratégico da Akua.
Magnani, que liderou o PagBank entre 2022 e 2025 e soma 15 anos de Mastercard, não entra apenas como conselheiro, mas como investidor-anjo. Sua movimentação sinaliza uma tendência clara: o capital e o talento estão migrando das plataformas de ponta (B2C) para as camadas de base tecnológica (B2B).
"A infraestrutura de pagamentos precisa evoluir para modelos mais flexíveis, modulares e preparados para inovação contínua", afirma Magnani.

Alexandre Magnani, ex-CEO do PagBank, entra como advisor estratégico da Akua. (Foto: Divulgação)
O Despertar dos "Unicórnios de Infraestrutura"
O timing da Akua coincide com um novo fôlego no ecossistema de startups. Segundo o relatório “Corrida aos Unicórnios 2026”, da Distrito, o foco dos investidores mudou. A busca agora é por empresas que desenvolvem a "espinha dorsal" do setor financeiro: sistemas nativos em nuvem e impulsionados por Inteligência Artificial.
Nesse cenário, a Akua é apontada como uma das candidatas ao posto de unicórnio (valorização acima de US$ 1 bilhão). O motivo? Ela resolve o problema da escalabilidade regional.
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Expansão Acelerada: Com menos de dois anos de vida, a fintech já opera na Colômbia e no Uruguai.
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Próximos Alvos: O plano de voo para o segundo trimestre de 2026 inclui Argentina, Peru e mercados da América Central.
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Diferencial Tecnológico: Ao contrário de sistemas legados, a plataforma nasce cloud-native, o que permite processar volumes massivos com custos operacionais reduzidos.
Brasil: O Laboratório Global
A escolha de um brasileiro com o peso de Magnani reforça o papel do Brasil como o maior laboratório de pagamentos do mundo. O sucesso do Pix e do Open Finance criou uma demanda por tecnologias que aguentem a velocidade do "tempo real".
Para Rodrigo Rodrigues, COO e cofundador da Akua, a visão estratégica de Magnani é o combustível para consolidar a Akua como a infraestrutura de próxima geração na região. A meta é clara: conectar a inovação tecnológica à demanda reprimida por soluções financeiras que sejam, ao mesmo tempo, seguras e extremamente ágeis.