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Além do Bitcoin: Uso corporativo de ativos digitais cresce 20% e atrai gigantes globais ao Brasil

Com foco em stablecoins e pagamentos transfronteiriços, fintech Cregis expande operações para Brasil, México e Argentina após movimentar US$ 300 bilhões em 2025.

01 de abril de 2026 - Atualizado há 5 horas por LIDE

A América Latina deixou de ser apenas um terreno de entusiastas de Bitcoin para se tornar um hub estratégico para o uso corporativo de ativos digitais. De olho nesse movimento, a Cregis, gigante global de infraestrutura para ativos digitais, acaba de anunciar sua chegada oficial à região.

O movimento não é por acaso. Após consolidar sua presença na Ásia e no Oriente Médio, a empresa desembarca em solo latino-americano com um cartão de visitas de peso: um volume de transações B2B que triplicou em 2025, alcançando a marca de US$ 300 bilhões.

CREGIS_ (242)Richard Meng, cofundador da Cregis. (Foto: Divulgação)

O motor da expansão: Stablecoins e Eficiência

Diferente da volatilidade que costuma estampar as manchetes do mercado cripto, a Cregis foca no "trabalho pesado" dos bastidores. A empresa oferece soluções de custódia segura e infraestrutura de pagamentos (Wallet-as-a-Service) que permitem que fintechs e empresas tradicionais operem com ativos digitais sem as dores de cabeça da segurança cibernética.

Para Richard Meng, cofundador da Cregis, o cenário regulatório da região atingiu um nível de maturidade que favorece a entrada de grandes players:

"Nossa infraestrutura foi projetada para ajudar empresas a integrar ativos digitais às suas operações com altos padrões de segurança e governança", afirma o executivo.

Um continente, três realidades distintas

A estratégia da Cregis foca nos três pilares da economia regional, cada um com uma dor específica que as criptomoedas ajudam a curar:

  • Brasil: O porto seguro regulatório. Com a consolidação da Lei 14.478 e novas resoluções do Banco Central, o país movimentou R$ 227 bilhões em cripto apenas no primeiro semestre de 2025. Aqui, o foco é governança e transparência institucional.

  • Argentina: Proteção contra a inflação. Com mais de 60% do volume transacionado em stablecoins, o país usa o dólar digital como uma ferramenta de sobrevivência econômica e reserva de valor.

  • México: A revolução das remessas. O país é um dos maiores receptores de dinheiro do exterior no mundo (US$ 63 bilhões em 2023). A Cregis quer transformar esses fluxos, tornando-os mais rápidos e baratos via blockchain.