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Protagonismo feminino

Marthe Distel: a pioneira que criou o Le Cordon Bleu e abriu caminho para gerações na gastronomia

Jornalista e empreendedora francesa criou, em 1895, o embrião da instituição que hoje forma cerca de 20 mil alunos por ano em mais de 20 países.

10 de março de 2026 por LIDE

link (2)Marcella Louise, chef de cuisine do Le Cordon Bleu São Paulo. (Foto: Gustavo Ferreira/Divulgação)

Antes de se tornar a mais reconhecida instituição de ensino de gastronomia e gestão de hospitalidade do mundo, o Le Cordon Bleu nasceu do sonho de uma mulher. Em 1895, em Paris, a jornalista e empreendedora francesa Marthe Distel transformou uma iniciativa editorial em um projeto educacional que atravessaria séculos e fronteiras.

À frente da revista La Cuisinière Cordon Bleu, Distel passou a promover demonstrações culinárias com chefs renomados. A iniciativa, pensada inicialmente como estratégia de divulgação, revelou um público interessado em aprender técnica, compreender processos e profissionalizar a prática da cozinha. Nascia ali o Instituto Le Cordon Bleu.

Mais de 130 anos depois, o legado de sua fundadora permanece. O que começou como um curso em Paris tornou-se uma rede internacional de ensino de gastronomia e gestão de hospitalidade, levando o savoir-faire francês a diferentes culturas e consolidando um padrão de excelência reconhecido mundialmente.

Neste mês das mulheres, a instituição celebra Marthe Distel como símbolo de visão, inovação e pioneirismo. Em um período em que a alta gastronomia ainda era predominantemente restrita aos bastidores, ela identificou o potencial da cozinha como conhecimento, arte e profissão.

Para a chef de cuisine Marcella Louise, do Le Cordon Bleu São Paulo, fazer parte de uma instituição fundada por uma mulher como Marthe é “carregar um símbolo histórico de coragem intelectual e ousadia empresarial”. “Marthe Distel não fundou apenas uma escola de culinária, ela fundou um movimento”, afirma.

link (3)Edilaine Góis, chef pâtissière do Le Cordon Bleu São Paulo. (Foto: Gustavo Ferreira/Divulgação)

Segundo a chef pâtissière Edilaine Góis, também da unidade paulista, a liderança feminina faz parte da origem da instituição. “Liderança feminina não é uma tendência recente, é a nossa origem”, diz. “Hoje, busco transmitir às minhas alunas, e aos meus alunos, que competência não tem gênero, mas oportunidade ainda tem. E por isso precisamos continuar abrindo caminhos.”

Atualmente, o Le Cordon Bleu reúne 35 escolas em mais de 20 países e forma cerca de 20 mil alunos por ano, de mais de 100 nacionalidades. No Brasil desde 2018, a instituição mantém unidades no Rio de Janeiro e em São Paulo, oferecendo programas como o Grand Diplôme, o Diploma de Cozinha Brasileira, o Diplôme de Wine & Spirits e o Diplôme de Plant Based.