Wellhub movimenta R$ 13,2 bilhões na economia brasileira e impulsiona 202 mil empregos, aponta EY-Parthenon
Estudo indica que plataforma de bem-estar corporativo gera impacto em renda, arrecadação tributária e produtividade, além de fortalecer academias e empresas no país.

Cálculos indicam que, para cada R$ 1 de impacto inicial associado à plataforma, são gerados R$ 5,55 em atividade econômica total. (Foto: Divulgação)
Estudos conduzidos pela EY-Parthenon, braço de consultoria, estratégia e transações da EY, apontam que o Wellhub movimentou R$ 13,2 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025. O levantamento também estima impacto na geração de 202 mil empregos, além de efeitos positivos sobre renda das famílias, arrecadação tributária e desempenho de academias e empresas no país.
As análises foram organizadas em dois estudos complementares: “Impactos do Wellhub nas Pessoas e na Economia Brasileira”, que avalia os efeitos macroeconômicos e sociais da plataforma, e “Impactos Financeiros do Wellhub nas Academias”, voltado ao desempenho financeiro dos parceiros do setor fitness.
De acordo com o levantamento, a atuação do Wellhub gera impacto econômico em cadeia. Além dos R$ 13,2 bilhões movimentados no PIB, o estudo estima aumento de R$ 6,1 bilhões na renda das famílias, R$ 4,2 bilhões em arrecadação tributária e a criação de 202 mil empregos em toda a economia. Os cálculos indicam ainda que, para cada R$ 1 de impacto inicial associado à plataforma, são gerados R$ 5,55 em atividade econômica total — coeficiente 86% superior à média setorial brasileira.
“O Wellhub atua como uma ponte e uma infraestrutura do ecossistema, viabilizando crescimento para academias e empresas sem disputar o usuário final, mas conectando pessoas, empresas e parceiros de forma sustentável”, afirma Guilherme Gabriele, vice-presidente de Parcerias do Wellhub no Brasil. “O impacto é positivo não apenas para as academias e usuários, mas também para a produtividade das empresas e para a economia do país como um todo”.
O estudo também analisou separadamente o impacto gerado pelo uso da plataforma pelos colaboradores das empresas clientes. Nesse recorte, os benefícios associados à prática regular de atividade física e bem-estar movimentam R$ 7,2 bilhões em PIB, R$ 3,4 bilhões em renda das famílias, R$ 2,3 bilhões em tributos e 92 mil empregos.
No nível individual, os ganhos estimados chegam a R$ 1.088 por pessoa ao ano, associados à melhora da saúde física e mental, ao aumento da produtividade e ao estímulo ao consumo de produtos e serviços relacionados ao bem-estar.
Segundo o estudo, uma parcela significativa dos usuários que passam a utilizar o Wellhub não estava matriculada em academias ou estúdios antes de aderir à plataforma, o que indica potencial de expansão do acesso à prática de atividade física e geração de crescimento incremental para o setor.
“O Brasil tem espaço enorme para ampliar a prática esportiva e o acesso ao bem-estar integral. O Wellhub contribui para reduzir barreiras de acesso e acelerar um ciclo virtuoso de saúde e desenvolvimento econômico e social”, afirma Giancarlo Kanaan, sócio da EY-Parthenon.
No ambiente corporativo, o Wellhub atende atualmente quase 40 mil empresas globalmente. Segundo os dados do estudo, muitos clientes apresentam taxas de engajamento superiores a 50% entre colaboradores, chegando em alguns casos a 60% ou 70% de utilização da plataforma.
A análise aponta que usuários ativos apresentam, em média, produtividade 15% maior e menor índice de faltas ao trabalho. Esse ganho representa cerca de R$ 560 por pessoa ao ano em produtividade adicional, além de redução de R$ 120 em gastos com saúde e de R$ 248 em custos previdenciários por colaborador.
O estudo também mensura o impacto econômico gerado pelas academias parceiras do Wellhub. Os repasses realizados pela plataforma ao setor movimentam R$ 6 bilhões em PIB, R$ 2,8 bilhões em renda das famílias, R$ 1,9 bilhão em arrecadação tributária e 109 mil empregos na economia.
“Na prática, o ciclo funciona de forma encadeada: o aluno acessa a academia, o Wellhub remunera o parceiro e esses recursos contribuem diretamente para o financiamento da operação. Em muitos casos, isso permite que academias ampliem serviços, invistam em estrutura e inovação e se tornem mais competitivas em um setor fitness cada vez mais diversificado. A partir daí, esse movimento gera nova atividade econômica, com efeitos indiretos e induzidos que se espalham por toda a cadeia produtiva”, explica Kanaan.
Além dos efeitos macroeconômicos, o estudo “Impactos Financeiros do Wellhub nas Academias” analisou indicadores operacionais das academias parceiras e apontou que unidades avaliadas registraram crescimento superior a 30% no EBITDA total após aderirem à plataforma.
Segundo a análise, cerca de 80% dos alunos que chegam às academias por meio do Wellhub são novos para o parceiro, enquanto 15% correspondem a alunos reativados. Esse perfil contribui para ampliar a base de clientes, melhorar a utilização da capacidade instalada e diluir custos fixos das operações.
“Esse resultado considera um cenário de certa forma conservador, baseado exclusivamente em alunos totalmente novos à academia, que representam cerca de 80% dos usuários que chegam via Wellhub”, afirma Kanaan. “Quando incluídos também os 15% de alunos reativados, que deixaram de ter vínculo com a academia há mais de três meses e retornaram por meio da plataforma, o impacto observado supera 80% de crescimento no EBITDA”.
Os resultados apontam ainda que academias com maior participação de usuários provenientes do Wellhub tendem a apresentar ganhos mais expressivos de rentabilidade, evidenciando o papel da plataforma na ampliação da demanda e no fortalecimento da sustentabilidade financeira do setor fitness.