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Futuro das organizações

Quase todas as empresas já transformam seus negócios ou começarão em breve

De acordo com estudo global da EY-Parthenon, 98% dos executivos atuantes no Brasil dizem que suas organizações têm iniciativas abrangentes de transformação em andamento ou que serão lançadas nos próximos 12 meses.

16 de abril de 2026 por AGÊNCIA EY

people-taking-part-business-event98% dos executivos atuantes no Brasil dizem que suas organizações têm iniciativas abrangentes de transformação em andamento. (Foto: Freepik)

Aquela máxima de que não dá para ficar parado em um mundo em constante mudança foi validada pela última edição do CEO Outlook, estudo realizado pela EY-Parthenon. Quase todos os executivos entrevistados (98%) na amostra brasileira dizem que suas empresas têm iniciativas de transformação em andamento (62% das respostas) ou que começarão nos próximos 12 meses (36%). Esses projetos envolvem todas as áreas do negócio, motivo pelo qual são considerados abrangentes e relevantes para o futuro da organização. Somente 2% afirmam que não há transformação em andamento. Globalmente, esse índice é de 97% ao considerar a soma dos 52% de transformação em andamento e dos 45% de início previsto para os próximos 12 meses.

“Essa constatação é uma resposta ao ambiente atual de negócios marcado por incertezas e mudanças frequentes. As instabilidades geopolíticas agravadas pelos confrontos militares e a evolução rápida da tecnologia, com as empresas correndo para obter retorno prático no negócio com seus investimentos em inteligência artificial, têm feito com que as iniciativas de transformação sejam conduzidas como forma de as organizações não ficarem para trás em termos de competitividade”, diz Leandro Berbert, sócio de Estratégia e Transações da EY-Parthenon. “A capacidade de reação das empresas está sendo testada pela instabilidade geopolítica, que traz volatilidade econômica em mercados sensíveis como petróleo e gás, cuja elevação dos preços provoca movimento inflacionário em toda a economia”, completa.

Foram entrevistados 1,2 mil CEOs de grandes empresas em todo o mundo entre novembro e dezembro de 2025. Os executivos representam 21 países (Brasil, Canadá, México, Estados Unidos, Bélgica, Luxemburgo, Holanda, França, Alemanha, Itália, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia, Reino Unido, Austrália, China, Índia, Japão, Singapura e Coreia do Sul) e cinco segmentos (bens de consumo e saúde, serviços financeiros, indústria e energia, infraestrutura, tecnologia, mídia e telecomunicações). As receitas globais anuais das empresas pesquisadas são as seguintes: menos de US$ 500 milhões (20%); US$ 500 milhões a US$ 999,9 milhões (20%); US$ 1 bilhão a US$ 4,9 bilhões (30%); e superiores a US$ 5 bilhões (30%).

Transformação voltada para engajamento e retenção

Ainda segundo o estudo da EY-Parthenon, considerando a amostra brasileira, os principais resultados buscados com essas iniciativas de transformação, que são classificados como de primeira prioridade, estão ligados à melhora do engajamento e da retenção do consumidor e à otimização das operações e melhora da produtividade, incluindo digitalização – ambas as respostas empatadas com 16%.

Na sequência, com 14% das respostas, aparecem as seguintes opções: “reformulação radical do modelo de negócios para o futuro, com o objetivo de destravar novas possibilidades de criar, entregar e capturar valor” e “redução de custos”. Os CEOs puderam escolher até três resultados esperados e participaram somente aqueles envolvidos com transformação em andamento ou planejadas para os próximos 12 meses.

Por fim, o CEO Outlook perguntou aos CEOs que atuam no Brasil o grau de confiança em relação à entrega desses resultados por parte das iniciativas de transformação de suas organizações. Oito em cada dez (85%) executivos dizem estar muito confiantes na melhora do engajamento e da retenção dos colaboradores; 76% no avanço dos produtos e da inovação de processos corporativos para melhorar a oferta atual e criar produtos e serviços; e 68% na reformulação radical do modelo de negócios para o futuro, com o objetivo de destravar novas possibilidades de criar, entregar e capturar valor. Na sequência, 57% afirmam estar muito confiantes na melhora do engajamento e da retenção dos consumidores por causa desses projetos de transformação e 55% têm essa mesma percepção em relação ao atingimento das metas de sustentabilidade.