Vitacon aposta na Rua Augusta como novo eixo de valorização em São Paulo
Incorporadora amplia lançamentos na região e vê potencial semelhante ao da Av. Rebouças.
Ariel Frankel, CEO da Vitacon. (Foto: Divulgação)
A Vitacon intensifica sua aposta na Rua Augusta, em São Paulo, ao ampliar projetos na região, que vem ganhando destaque como novo eixo de valorização imobiliária na cidade.
A incorporadora já possui quatro terrenos na via e avalia que a maior parte das oportunidades já está comprometida. “A rua já está bem formatada para a mudança, que deve ficar mais visível conforme os prédios sejam entregues”, afirmou o CEO Ariel Frankel, em entrevista à Bloomberg.
Segundo o executivo, a Augusta deve repetir o movimento observado na Avenida Rebouças, que ganhou protagonismo após mudanças no Plano Diretor em 2014 e se consolidou como polo corporativo nos últimos anos.
A valorização já aparece nos preços. O metro quadrado na região passou de R$ 34.191 em 2020 para R$ 42.700 em 2025, com unidades de alto padrão superando R$ 60 mil por metro quadrado.
A mudança foi impulsionada por revisões no zoneamento, que ampliaram o potencial construtivo da via e permitiram maior diversidade de usos, incluindo empreendimentos residenciais e comerciais.
A Vitacon projeta 13 lançamentos em 2026, com valor geral de vendas de R$ 1,8 bilhão, alta de 28,6% em relação ao ano anterior. A estratégia inclui a produção de unidades com preços abaixo do custo médio de mercado, visando capturar a valorização futura.
“Vimos o valor dos nossos imóveis na Rebouças dobrar nos últimos cinco anos. Para a Augusta, buscamos produzir imóveis bem abaixo do custo de mercado para que o cliente possa surfar essa valorização também”, disse Frankel.
Atualmente, cerca de 70% dos compradores da incorporadora são investidores, que buscam retorno por meio de revenda ou locação dos imóveis.
Em paralelo à expansão, a empresa é alvo de questionamentos em uma CPI sobre habitação social em São Paulo, que investiga a venda de unidades destinadas a esse segmento. Frankel afirmou que a companhia seguiu as regras vigentes e defendeu a regulamentação do mercado.
“Vemos com bons olhos a regularização. Quem tem mais experiência com esse tipo de produto vai implantar as alterações rapidamente”, afirmou.