Energia, ajuste fiscal e governança dominam debate sobre eficiência em Brasília
Autoridades destacam impacto da geopolítica, necessidade de equilíbrio fiscal e papel da governança para melhorar a gestão pública.
Samuel Kinoshita, secretário de Estado da Fazenda e Planejamento de São Paulo. (Foto: Evandro Macedo/LIDE)
O 6º Brasília Summit, realizado na manhã desta quarta-feira no Hotel Brasília Palace, em Brasília, reuniu autoridades e especialistas em torno de um diagnóstico comum: o Brasil precisa acelerar ganhos de eficiência para enfrentar um cenário global instável e destravar seu potencial econômico. Em meio a pressões externas e limitações fiscais, os participantes apontaram caminhos que passam por energia, gestão de gastos e fortalecimento da governança.
Ao analisar o cenário internacional, Jean Paul Prates destacou que o Brasil tem se beneficiado parcialmente do atual conflito global, sobretudo pelo aumento das receitas com petróleo, mas alertou para efeitos colaterais relevantes. “Há um benefício nesse sentido que permite, inclusive, uma estabilidade de preços internos”, afirmou. Por outro lado, ressaltou pressões inflacionárias, impactos em fertilizantes, gás e logística, além de defender a transição energética como tema estratégico: “Deixa de ser uma pauta ambiental e passa a ser uma questão de segurança nacional e competitividade”.
Jean Paul Prates, chairman do CERNE e head do LIDE Energia. (Foto: Evandro Macedo/LIDE)
Na agenda fiscal, o secretário da Fazenda de São Paulo, Samuel Kinoshita, enfatizou a necessidade de ampliar a eficiência do gasto público diante da compressão histórica das despesas discricionárias. Ele destacou medidas adotadas no estado, como a revisão de benefícios tributários e a digitalização de serviços. “O objetivo é criar o melhor ambiente de negócios do país, reduzindo a complexidade e facilitando a vida do cidadão”, afirmou, citando também ganhos de eficiência com o uso do Pix e revisão de políticas públicas.
Ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles reforçou que o equilíbrio fiscal é essencial para o crescimento econômico e a geração de empregos. “O melhor programa social que existe é o emprego”, disse. Ele relembrou experiências anteriores de ajuste fiscal combinadas com controle da inflação, destacando que políticas econômicas consistentes foram fundamentais para períodos de crescimento e redução da pobreza no país.
Henrique Meirelles, co-chairman do LIDE. (Foto: Evandro Macedo/LIDE)
Já o ministro do TCU Augusto Nardes defendeu a governança como pilar central para a eficiência do Estado. Segundo ele, sem estrutura de avaliação, monitoramento e gestão de riscos, os avanços tendem a ser temporários. “Eficiência é uma vitória curta se não houver governança”, afirmou. Nardes também destacou a importância de indicadores e planejamento de longo prazo para evitar ciclos de crescimento instável, o chamado “voo de galinha”.
Augusto Nardes, ministro do Tribunal de Contas da União do Brasil. (Foto: Evandro Macedo/LIDE)
O 6º Brasília Summit é patrocinado pela Financeira BRB, BRBCard, Lotus, X-Via e Alpha Secure. O apoio é da Três Corações, Pinheiro & Mendes Advogados e Paulo Octavio. As mídia partners são TV LIDE, Correio Braziliense, Clube 105.5 FM, TV Brasília e Revista LIDE. Os fornecedores oficiais são Bauducco, Natural One e Águas da Prata. O evento é uma iniciativa entre LIDE, Correio Braziliense e LIDE Brasília.