Avon cria pele 3D inédita que simula efeitos da menopausa
Tecnologia desenvolvida no Brasil permite estudar impactos hormonais com precisão e acelera pesquisas voltadas ao envelhecimento feminino.
Avon desenvolve a primeira pele bioimpressa em laboratório com objetivo de abrir novas frentes para a pesquisa cosmética. (Foto: Reprodução)
A Avon desenvolveu a primeira pele bioimpressa em laboratório capaz de reproduzir, com precisão, os efeitos da menopausa. O modelo simula alterações como perda de colágeno, redução da densidade e ressecamento intenso, ampliando o entendimento científico sobre o envelhecimento cutâneo feminino e abrindo novas frentes para a pesquisa cosmética.
Criada no Centro de Inovação da companhia no Brasil, a tecnologia leva para um ambiente tridimensional um processo biológico ainda pouco explorado, permitindo análises mais controladas e aprofundadas. A iniciativa posiciona o país no centro das discussões globais sobre ciência, beleza e longevidade da pele, ao mesmo tempo em que acelera o desenvolvimento de produtos mais eficazes e direcionados.
O avanço reforça o posicionamento da Avon como Femtech, ao integrar ciência avançada às demandas femininas ao longo dos ciclos de vida. Com mais de 70% da equipe científica formada por mulheres, a empresa acompanha uma transformação mais ampla na forma como a menopausa é compreendida, deixando de ser apenas uma questão estética para ser tratada como uma jornada complexa.

Modelo simula alterações como perda de colágeno, redução da densidade e ressecamento intenso. (Foto: Divulgação)
Segundo Luciana Vasquez, gerente de pesquisa em pele da Avon, o modelo foi desenvolvido a partir de células de mulheres brasileiras, garantindo maior representatividade. “Para reproduzir as condições específicas da menopausa, o modelo foi submetido a um ambiente hormonal controlado, com redução dos níveis de estrogênio e progesterona”, afirma.
A iniciativa também se conecta a um movimento mais amplo liderado pela Natura, grupo controlador da marca na América Latina, que foi pioneiro na adoção da bioimpressão 3D de pele na região. Esse avanço sustenta uma parceria com a Science Valley para a realização de um estudo com 1,5 mil mulheres em todas as capitais brasileiras, com o objetivo de mapear os impactos do ciclo hormonal sob diferentes fatores.
Além de ampliar a precisão dos testes, o modelo de pele 3D contribui para práticas mais sustentáveis na pesquisa cosmética, ao reduzir a necessidade de métodos tradicionais. Para Tatiana Ponce, CMO e head de Inovação da Natura e Avon, a inovação representa um avanço na forma de transformar conhecimento em cuidado. “A menopausa ainda é um território pouco explorado pela ciência da beleza, apesar de impactar profundamente a vida de milhões de mulheres”, afirma.