CEOs de empresas privadas apostam em crescimento e priorizam investimentos em IA
Levantamento mostra otimismo com expansão, prioridade em inteligência artificial e foco em retorno dos investimentos.
Carolina de Oliveira, sócia-líder de private enterprise da KPMG no Brasil e na América do Sul. (Foto: Divulgação)
Um levantamento da KPMG indica que 80% dos CEOs de empresas privadas estão confiantes nas perspectivas de crescimento dos negócios. O estudo mostra ainda que 79% concordam que as lideranças compreendem o potencial disruptivo da inteligência artificial (IA), enquanto 73% esperam retorno dos investimentos em IA entre um e três anos. Para 71%, a tecnologia é prioridade de investimento.
Os dados fazem parte do estudo “Global Private Company CEO Outlook”, que ouviu 298 executivos de empresas privadas em 11 países. Entre outras constatações, 53% dos entrevistados adotam uma abordagem conservadora até haver maior clareza regulatória. Metade afirma que a tecnologia tem impacto transformador, 49% priorizam compliance e a divulgação de normas para alinhamento com investidores e 48% planejam explorar novos mercados ou oportunidades regionais.
A pesquisa aponta ainda que 41% incorporaram a sustentabilidade aos negócios e 38% identificam como desafio as lacunas de habilidades entre gerações, especialmente na adoção da IA.
“Pode ser inevitável que haja alguma resistência cultural e barreiras ao uso da IA. Dessa forma, é vital preparar as equipes para essa tecnologia e engajar os membros com suas possibilidades. O verdadeiro diferencial é descobrir como aproveitar ao máximo os talentos dos funcionários e orientá-los para um trabalho de nível mais elevado. Isso exige uma estratégia de mudança e inovação que sensibilize as pessoas, com comunicações regulares e consistentes para dissipar os medos", afirma Carolina de Oliveira, sócia-líder de private enterprise da KPMG no Brasil e na América do Sul.
O estudo também mostra que executivos vêm incorporando metas ambientais, sociais e de governança (ESG) às estratégias e operações, movimento que se estende aos investimentos em tecnologia, apoiado na confiança dos líderes no potencial de geração de valor.
“Em uma era de tecnologia em rápida evolução, não é surpresa que algumas das tendências que mais têm impacto sobre a prosperidade futura sejam a segurança cibernética (81%), o custo da infraestrutura tecnológica (79%) e a prontidão da força de trabalho de IA (77%). No fim das contas, o espírito empreendedor e a capacidade de agir rápido podem ser uma vantagem competitiva das empresas privadas, em relação às empresas de capital aberto”, conclui.