Accor acelera expansão no Brasil e país lidera crescimento da rede nas Américas
Impulsionada pelo agronegócio e pelo turismo de lazer, rede francesa ampliou aberturas de hotéis e concentra novos contratos no mercado brasileiro.
Abel Castro, diretor de desenvolvimento da Accor nas Américas para as marcas Premium, Midscale e Econômico. (Foto: Divulgação)
A Accor acelerou a abertura de hotéis no Brasil em 2025 e colocou o país no centro da estratégia de crescimento da rede nas Américas. Mesmo em um cenário de juros elevados, o mercado brasileiro lidera a expansão da companhia na região, impulsionado principalmente pelo agronegócio e pela expansão do turismo de lazer. As informações foram divulgadas por executivos da empresa em coletiva realizada nesta quinta-feira (26), em São Paulo. As informações são do SBT News.
Segundo Abel Castro, diretor de desenvolvimento da Accor nas Américas para as marcas Premium, Midscale e Econômico (PM&E), o volume de negócios no Brasil vem avançando acima do registrado em anos anteriores. “Ano passado foi um ano muito forte de expansão. Assinamos mais contratos que as concorrentes, mas elas também cresceram. O mercado está crescendo e avançando mais do que em anos anteriores”, afirmou.
Em 2025, a Accor abriu dez novos hotéis no Brasil, somando 1.126 quartos. Para 2026, a previsão é de mais seis inaugurações no país. Considerando toda a região das Américas, a companhia inaugurou 23 hotéis na divisão PM&E, totalizando cerca de 5.200 quartos.
Além das inaugurações, a Accor assinou 36 novos contratos nas Américas, sendo 19 apenas no Brasil. A empresa também renovou 25 acordos no mercado brasileiro no ano passado. Em 2026, a rede francesa planeja anunciar a renovação do contrato com o Hotel Jequitimar Guarujá Resort & SPA by Accor, do Grupo Silvio Santos.
Olivier Hick, diretor de operações da Accor no Brasil na divisão PM&E, afirmou que as conversas para a continuação da parceria estão avançadas e que a renovação é “emocionalmente importante” para a companhia. “É emocionante porque é um grande hotel, tem a família Silvio Santos. Nós somos parceiros de muitos anos e a decisão de continuar é uma boa decisão para os dois lados. Nós acreditamos que sabemos fazer, que vamos manter o padrão internacional. É um lugar espetacular e nós estamos muito felizes, obviamente, de conseguir essa continuação”, disse.
Agronegócio e turismo impulsionam expansão
O avanço do agronegócio tem papel relevante no movimento de expansão da Accor no Brasil. De acordo com Abel Castro, cidades que estavam fora do radar tradicional da hotelaria passaram a atrair novos empreendimentos, impulsionadas pelo crescimento da produção agrícola e pela interiorização dos investimentos.
“Temos várias cidades que estavam fora do mapa há cinco anos, como Sinop”, destacou o executivo, citando o município mato-grossense como exemplo do novo eixo de expansão.
Outro fator é o fortalecimento dos hotéis de lazer no Brasil, que vêm registrando alta demanda e ampliando a presença da rede em destinos turísticos, como Maragogi (AL) e Olímpia (SP). O segmento tem sido beneficiado pela maior procura por viagens domésticas e pela consolidação do turismo regional.
Presente no Brasil desde 1977, a Accor lidera o setor hoteleiro nacional com 322 hotéis em operação. O país responde por 64% da receita de hospedagem da empresa nas Américas, consolidando-se como o principal mercado da rede na região.
Crescimento global
No total, a Accor abriu 6.951 quartos nas Américas em 2025, número próximo ao recorde histórico registrado em 2012, quando foram inauguradas 7,2 mil unidades. Ao fim de 2025, a rede contabilizava 569 hotéis em operação na região — sendo 114 na divisão Luxury & Lifestyle e 455 na PM&E — com um total de 107.270 quartos.
A meta, segundo o CEO da companhia nas Américas, Thomas Dubaere, é alcançar 600 hotéis no portfólio regional até 2027.
Globalmente, a empresa registrou receita de 5,639 bilhões de euros em 2025, crescimento de 4,5% em relação ao ano anterior. O RevPAR (receita por quarto disponível) avançou 4,2% no mundo. Nas Américas, o indicador cresceu 7,4%, enquanto a divisão PM&E teve alta de 10,2%, reforçando a importância estratégica do Brasil para a expansão da rede e para o desempenho financeiro do grupo.