Troca no comando: João Santos Rosa é o novo presidente da Shell Brasil
Cristiano Pinto da Costa deixa a petroleira após quase 30 anos de carreira; transição será concluída em agosto de 2026.
A Shell Brasil terá um novo comando a partir do segundo semestre deste ano. O executivo português João Santos Rosa, atual presidente da Shell na Itália, assumirá a presidência da subsidiária brasileira em 1º de agosto de 2026. Ele substituirá Cristiano Pinto da Costa, que decidiu deixar a companhia após quase três décadas de atuação.
Além da presidência da Shell Brasil, João Santos Rosa acumulará o cargo de Vice-presidente Executivo para o Brasil na linha global de Upstream (exploração e produção). O processo formal de transição entre os executivos já começou, mas as funções permanecem integralmente com Pinto da Costa até o final de julho.
João Santos Rosa, atual presidente da Shell na Itália. (Foto: Divulgação)
O perfil do novo presidente
Nascido em Portugal, João Santos Rosa possui mais de 20 anos de experiência no mercado global de energia. O executivo ingressou na petroleira anglo-holandesa em 2002 e, desde então, acumulou passagens por escritórios no Reino Unido, Austrália, Holanda e Estados Unidos. Ao longo de sua trajetória, atuou em áreas estratégicas como:
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Upstream
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Trading e Estratégia
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Marketing
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Desenvolvimento de Novos Negócios
O legado de Cristiano Pinto da Costa
Cristiano Pinto da Costa deixa a liderança da Shell Brasil após quatro anos na presidência, período marcado pela expansão das operações no país. Sob a sua gestão, a companhia registrou um aumento de produção de aproximadamente 25%, ultrapassando a marca histórica de 500 mil barris diários em março de 2026.
Entre os principais marcos da sua administração destacam-se:
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Projeto Orca: Liderança na decisão final de investimento do projeto, que tem o primeiro óleo previsto para 2029.
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Expansão de portfólio: Salto de cerca de 30 para mais de 70 contratos de exploração e produção no Brasil, incluindo a entrada estratégica nas bacias de Sul de Santos e Pelotas.
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Inovação e Tecnologia: Ampliação do portfólio de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), que atualmente recebe cerca de US$ 120 milhões anuais por meio da cláusula regulamentada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
No pilar de responsabilidade social, a gestão de Pinto da Costa também triplicou os investimentos em patrocínios e projetos sociais, consolidando a Shell como uma das principais investidoras em esporte, educação e cultura no país via leis federais de incentivo.