Minha escolha foi decisão acertada, me sinto muito preparado, diz Flávio sobre candidatura
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta quarta-feira, 11, que a decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro de escolhê-lo como candidato da direita à Presidência da República ao invés do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi "acertada". Segundo Flávio, as pesquisas comprovam isso.
Ainda assim, o "zero um" de Bolsonaro salientou que a relação com Tarcísio é boa e que o encontrará na próxima quinta-feira, 12. Flávio afirmou ser admirador do governador de São Paulo, dizendo considerar que ele faz um governo de destaque e o descrevendo como alguém "genial". Declarou ainda ter convicção de que o aliado deve se engajar integralmente em seu projeto político.
"Em função da visão política que ele tem e as pesquisas hoje estão mostrando isso, eu acho que foi uma decisão acertada, porque eu, de verdade, me sinto muito preparado", disse Flávio em painel do evento CEO Conference Brasil 2026, do BTG Pactual. "Acho que nesses dois meses, até as pesquisas que eu tenho as minhas ressalvas mostram um crescimento rápido, consistente e irreversível."
O senador afirmou ainda que, ao observar as pesquisas mais recentes, fica claro que um "candidato de centro-direita que não fosse Tarcísio" teria dificuldades para vencer a eleição ao governo de São Paulo. Ele também rebateu tentativas de setores da imprensa de criar "animosidade ou atritos" entre os dois, ressaltando que sempre manteve uma relação direta e transparente com o governador, a quem se referiu como "amigo".
Flávio também disse que, ao chegar ao Brasil, nesta quarta-feira, fez questão de passar na prisão para abraçar o pai. Afirmou ainda que sua trajetória de 23 anos na vida pública é marcada pelo "diálogo e não pelo confronto".
Ao comentar a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), avaliou que não houve "autocontenção" da Corte e que, diante disso, caberia a outro Poder intervir no processo de seu pai, que o condenou a 27 anos e três meses de prisão. Por fim, declarou que pretende vencer eleições com racionalidade, "usando o cérebro e não o fígado".