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Sem previsão para Centena, Eletronuclear sugere alternativas para armazenamento de rejeitos

03 de junho de 2026 João Caires, Estadão Conteúdo

A Eletronuclear apresentou à Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) propostas para otimizar e ampliar a capacidade de armazenamento de rejeitos radioativos de baixo e médio níveis de radiação gerados pelas usinas nucleares de Angra dos Reis.

As alternativas têm como objetivo garantir a continuidade das operações de Angra 1 e Angra 2 enquanto o projeto do Centro Tecnológico Nuclear e Ambiental (Centena) segue sem cronograma definido.

A Eletronuclear, responsável pela operação das usinas nucleares, propôs medidas para ampliar a utilização das estruturas atualmente disponíveis em Angra, de forma a assegurar capacidade adequada para o armazenamento dos materiais gerados pela operação das usinas.

A ANSN informou que a Diretoria de Instalações Radiativas e Controle (DIRC) avaliará as alternativas apresentadas com base no arcabouço regulatório vigente. De acordo com a autoridade, embora as medidas não exijam alterações estruturais nas normas atuais, sua eventual implementação demandará análises de segurança, ajustes operacionais e revisões de procedimentos de licenciamento.

O órgão ressaltou ainda que qualquer solução adotada deverá preservar os padrões de segurança nuclear e proteção radiológica exigidos para o setor. O acompanhamento regulatório também deverá ser intensificado ao longo do processo.

O Centena, considerado estratégico para a gestão de rejeitos radioativos, ainda não possui projeto executivo concluído e sequer iniciou seu processo de licenciamento.

O tema ganha relevância em razão da importância estratégica das usinas de Angra para o sistema elétrico brasileiro e das discussões sobre a expansão da geração nuclear nacional. Nesse contexto, a disponibilidade de espaço para armazenamento de rejeitos é considerada um fator essencial para a continuidade das operações.

A Eletronuclear e a ANSN informaram que as discussões técnicas sobre o assunto terão continuidade nos próximos meses, com foco na identificação de alternativas que garantam segurança operacional e conformidade regulatória até que uma solução definitiva para o armazenamento dos rejeitos seja implementada.