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Inteligência Artificial

Uber limita uso de IA após estourar orçamento anual da tecnologia

Empresa impõe teto mensal de US$ 1.500 por funcionário em ferramentas como Claude Code e Cursor para controlar gastos com tokens.

03 de junho de 2026 por LIDE

uber-1Uber passou a limitar o consumo de IA por funcionário após esgotar seu orçamento anual destinado à tecnologia. (Foto: Unsplash)

A Uber passou a limitar o uso de ferramentas de inteligência artificial por seus funcionários após consumir todo o orçamento anual destinado à tecnologia ainda nos primeiros meses de 2026. A medida estabelece um teto de US$ 1.500 por mês para cada colaborador em plataformas de codificação baseadas em IA, como Claude Code e Cursor.

Segundo a Bloomberg, o limite é aplicado individualmente a cada ferramenta, permitindo que os funcionários acompanhem o consumo por meio de um painel interno. A empresa também criou um processo para solicitar autorizações especiais quando houver necessidade de ultrapassar o valor estabelecido.

“Achamos que essa é uma maneira bastante simples de encorajar de forma responsável a adoção e a experimentação com IA agêntica em escala em toda a empresa”, afirmou um porta-voz da Uber à Bloomberg News.

A decisão reflete um desafio cada vez mais comum entre grandes empresas de tecnologia: equilibrar os ganhos de produtividade proporcionados pela inteligência artificial com os custos crescentes de processamento, medidos em tokens — as unidades utilizadas pelos modelos de IA para interpretar e gerar informações.

O diretor de tecnologia da Uber, Praveen Neppalli Naga, já havia revelado em abril que a companhia havia esgotado seu orçamento anual para IA. Segundo o CEO Dara Khosrowshahi, cerca de 10% do código da empresa já é produzido ou revisado por agentes de inteligência artificial, enquanto áreas como jurídico e marketing também ampliaram o uso dessas ferramentas.

O fenômeno, apelidado no setor de “tokenmaxxing” — ou a busca por maximizar o uso de IA para elevar a produtividade — tem levado companhias a criar mecanismos de controle de gastos. O Walmart, por exemplo, também restringiu o uso de um agente interno de inteligência artificial por seus funcionários.

Apesar das limitações, a Uber afirma que a tecnologia continuará sendo uma peça central de sua estratégia. No mês passado, a empresa informou que reduzirá o ritmo de contratações previsto para este ano em função dos ganhos de eficiência obtidos com o uso interno de inteligência artificial.