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Após testamento

Entenda como a L’Oréal pode ficar com a divisão de beleza da Armani

Documento prevê venda inicial de 15%, possível controle majoritário em até cinco anos ou, em último caso, abertura de capital — mantendo a fundação como guardiã do legado Armani.

22 de setembro de 2025 por LIDE

De acordo com reportagem da Bloomberg Línea, Giorgio Armani, que faleceu em 4 de setembro de 2025 aos 91 anos, deixou em testamento instruções detalhadas sobre o futuro da grife que leva seu nome. O documento determina que seus herdeiros vendam 15% da Giorgio Armani SpA em até 18 meses para um grande conglomerado de luxo. Entre os preferidos citados pelo estilista estão LVMH, EssilorLuxottica ou L’Oréal, mas também há abertura para outra companhia de “igual prestígio”, desde que aprovada pela fundação Armani e por Leo Dell’Orco, seu braço direito.

O testamento ainda prevê que, entre três e cinco anos após sua morte, outra fatia de 30% a 54,9% seja transferida ao mesmo comprador, podendo resultar no controle majoritário da empresa. Caso as negociações não avancem, existe a possibilidade de abertura de capital na bolsa, sempre mantendo no mínimo 30,1% sob a fundação.

A governança futura da marca também foi especificada. A fundação Armani ficará com 30% dos direitos de voto, Dell’Orco com 40%, enquanto os sobrinhos Silvana e Andrea Armani terão 15% cada. Dessa forma, o estilista buscou assegurar a continuidade da gestão com pessoas de confiança e familiares próximos.

Segundo estimativas de mercado citadas pela Bloomberg Línea, a grife pode estar avaliada entre € 5 bilhões e € 7 bilhões. A L’Oréal já é parceira de longa data — desde 1988 licencia os perfumes da Armani, como o icônico Acqua di Giò. A EssilorLuxottica responde pelas linhas de óculos. Esses vínculos fortalecem as chances de uma negociação, embora nenhuma das empresas tenha se pronunciado oficialmente até agora.