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Expansão

Citi reforça foco na América Latina, expande operação e mira crescimento no atacado

Banco afirma que quase dobrou de tamanho na região nos últimos cinco anos, amplia investimentos em banco de investimento, mercados, serviços financeiros e gestão de patrimônio, e abrirá escritório na Guiana.

07 de julho de 2026 por LIDE

julio figueiroaJulio Figueroa, CEO do banco para a América Latina. (Foto: Divulgação)

O Citi afirma estar ampliando sua presença na América Latina ao concentrar sua estratégia nos negócios de atacado e gestão de patrimônio, após concluir a venda de suas operações de varejo na região. Segundo Julio Figueroa, CEO do banco para a América Latina, a instituição praticamente dobrou o tamanho de suas operações regionais nos últimos cinco anos e hoje supera o porte registrado quando ainda mantinha forte atuação no varejo.
 
De acordo com o executivo, os recursos obtidos com os desinvestimentos foram reinvestidos nas áreas consideradas estratégicas pelo banco: banco de investimento, mercados financeiros, serviços de gestão de caixa, pagamentos e comércio exterior, além da gestão de patrimônio. A intenção, segundo ele, é consolidar o Citi como o principal banco internacional nesses segmentos nos países onde atua.
 
Como parte dessa expansão, o banco abrirá um escritório na Guiana em setembro, elevando para 20 o número de países atendidos na América Latina e no Caribe. A decisão acompanha a demanda de clientes ligados, principalmente, aos investimentos em petróleo e gás no país.
 
O Brasil permanece como a principal aposta de crescimento do Citi na região e abriga sua maior operação latino-americana. O México aparece na sequência, enquanto Argentina e Colômbia também figuram entre os mercados considerados estratégicos.
 
Para Figueroa, o ambiente regional tende a favorecer uma retomada da atividade em banco de investimento, impulsionada pela liquidez disponível em alguns mercados e por um calendário político considerado mais favorável aos investimentos. Em uma perspectiva de médio e longo prazo, o executivo também avalia que a América Latina reúne vantagens competitivas por seu papel no fornecimento de alimentos, energia e minerais críticos, além de ganhar relevância como destino de investimentos em meio à reorganização das cadeias globais de produção.
 
*Com informações da Bloomberg Línea