Bolsas de NY fecham quase estáveis, com payroll limitando alívio do Fed e foco em impacto da IA
As bolsas de Nova York fecharam perto da estabilidade nesta quarta, 11, em sessão volátil após payroll de janeiro acima do esperado nos EUA e pressão do setor bancário seguindo relatos de possível mudança na supervisão do Federal Reserve (Fed). Em tecnologia, big techs, como a Amazon, fecharam majoritariamente em queda, enquanto algumas fabricantes de chips se destacaram em alta.
O Dow Jones caiu 0,13%, aos 50.121,40 pontos. Já o S&P 500 ficou estável aos 6.941,47 pontos e o Nasdaq recuou 0,16%, aos 23.066,47 pontos.
A criação de empregos acima do esperado nos EUA reforçou a visão de que o Fed manterá postura mais restritiva, com ampla perspectiva de cortes de juros apenas no segundo trimestre. Em evento, o presidente da distrital de Kansas City, Jeffrey Schmid, ponderou que a cautela é necessária para conter a inflação e ponderou que ainda não está claro os efeitos da inteligência artificial (IA) sobre a produtividade nos EUA.
A Vertiv disparou 24,5%, após a fornecedora de infraestrutura para data centers superar a expectativa no lucro por ação. A Generac saltou 18%, depois que a fabricante de equipamentos para geração de energia afirmou que espera que as vendas em 2026 aumentem na faixa de 19%. Já a Micron ganhou 9,9%, na esteira de preço-alvo elevado pelo Morgan Stanley e de falas do diretor financeiro Mark Murphy descartando recentes temores sobre concorrência em chips de IA.
Por outro lado, a Amazon caiu 1,3%, estendendo sua sequência de perdas para sete sessões consecutivas após balanço e marcando seu pior desempenho em sete dias desde novembro de 2022, em perda de aproximadamente US$ 400 bilhões em valor de mercado, conforme levantamento da Dow Jones Newswires.
Os principais bancos também tiveram fortes perdas diante de especulações de que o Fed poderá relaxar certas regras de supervisão para otimizar as operações do setor e eliminar alguns avisos confidenciais sobre riscos enviados diretamente às instituições. Wells Fargo (-3,2%), Bank of America (-2,8%), do Citi (-3,9%) e do JPMorgan (-2,3%) recuaram.
A Moderna caiu 3,6%, após a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) se recusar a analisar o pedido da farmacêutica para vender uma nova vacina contra gripe. Já os papéis da Halliburton, subiram 3% com a emissão de uma licença geral que permite que fornecedores de serviços petrolíferos americanos trabalhem na Venezuela.