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Transição estratégica

Bemobi avança em pagamentos e reposiciona estratégia com aquisição da Paytime

Com crescimento de receita e foco em soluções financeiras integradas, companhia aposta no modelo B2B2B e em aquisições para expandir presença em ecossistemas e acelerar sua transformação digital.

17 de abril de 2026 por LIDE

pedro ripperPedro Ripper, CEO da Bemobi. (Foto: Divulgação)

A Bemobi está acelerando sua transição para o mercado de meios de pagamento após adquirir o controle da Paytime, movimento que marca uma nova fase na estratégia da companhia. Antes conhecida como a “Netflix dos Apps”, a empresa vem reposicionando seu modelo de negócios desde o IPO, em 2021, com foco crescente em soluções financeiras integradas a setores essenciais.

Sob a liderança do CEO Pedro Ripper, a companhia encerrou 2025 com receita líquida de R$ 728,8 milhões, avanço de 20% na comparação anual. No último trimestre, pagamentos e software já representavam 65% da receita, refletindo a consolidação de uma estratégia baseada em serviços recorrentes em áreas como telecomunicações, energia, saneamento, educação e saúde.

A aquisição da Paytime reforça esse direcionamento e abre espaço para um novo eixo de crescimento, voltado ao modelo B2B2B. A proposta é oferecer infraestrutura de pagamentos para ecossistemas e marketplaces, permitindo soluções mais complexas — como divisão automática de receitas (split), crédito e serviços financeiros integrados — especialmente em cadeias como franquias, combustíveis e autopeças.

Segundo Ripper, há valor significativo na integração de pagamentos dentro dessas cadeias produtivas, combinando a expertise setorial dos parceiros com a tecnologia da Bemobi. A expectativa é que essa frente ganhe tração nos próximos dois anos, ampliando volume transacionado e possibilidades de monetização.

A empresa também segue ativa em aquisições. Com cerca de R$ 350 milhões em caixa, mantém a estratégia de M&As como forma de acelerar entrada em novos mercados e incorporar capacidades tecnológicas já maduras — como foi o caso da Paytime. Desde o IPO, a Bemobi realizou sete aquisições, incluindo a fintech Celer, e deve continuar avaliando oportunidades de forma seletiva.

Além disso, a companhia acompanha de perto os avanços em inteligência artificial, enxergando potencial para transformar profundamente a experiência de pagamentos. No horizonte traçado pelo CEO, agentes inteligentes poderão gerenciar contas de forma automatizada, decidindo o melhor momento para pagar, parcelar ou priorizar despesas — um cenário em que a Bemobi busca ser protagonista, e não apenas observadora.