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Comunicação

Credibilidade ganha valor em meio à disputa por atenção

Jornalistas e especialistas apontam credibilidade, pluralidade e capacidade de articulação como diferenciais em um cenário de disputa crescente pela atenção e relevância.

07 de agosto de 2026 por LIDE

lide semi. econ.09.06.26- 300 dpi-811Credibilidade, pluralidade e capacidade de articulação são diferenciais em um cenário de disputa crescente pela atenção e relevância. (Foto: Evandro Macedo/LIDE)

Nunca houve tanta informação circulando. Ao mesmo tempo, credibilidade e confiança passaram a ocupar um espaço cada vez mais valioso em um ambiente marcado pela fragmentação da atenção e pela multiplicação dos canais de comunicação. Nesse contexto, ganham importância organizações capazes de reunir diferentes visões, estimular o diálogo e oferecer referências confiáveis para compreender temas cada vez mais complexos

Para o publicitário Nizan Guanaes, criador e CEO da N.ideias, essa mudança está diretamente ligada à transformação do próprio valor da informação. “A informação virou commodity. Confiança virou ativo estratégico. Hoje, todo mundo publica, comenta e produz conteúdo. O problema não é falta, mas excesso de informação”, diz.

A disputa por atenção, porém, não se limita aos veículos de comunicação. Ela atravessa empresas, instituições, fóruns e organizações que competem por relevância em um ambiente saturado de conteúdo. Permanecer em evidência passou a exigir capacidade de adaptação, leitura de cenário e construção contínua de credibilidade. “Esse é, certamente, um caminho sem volta, e aqueles que não se adequarem aos novos tempos ficarão para trás. A rapidez com que o volume de dados circula tem exigido respostas cada vez mais céleres aos acontecimentos.”, avalia o jornalista Daniel Lian, apresentador da Jovem Pan.

Referência

Se a produção de conteúdo deixou de ser um diferencial por si só, a questão passa a ser outra: o que faz determinados ambientes continuarem atraindo a atenção de jornalistas, empresários, especialistas e tomadores de decisão? “Acredito que a credibilidade, a pluralidade de pensamento”, responde a jornalista Denise Rothenburg, colunista do Correio Braziliense. Não por acaso, organizações capazes de oferecer referências confiáveis e reunir diferentes leituras da realidade passaram a ocupar um espaço cada vez mais relevante para quem acompanha os movimentos da política, da economia e dos negócios.

Nizan resume essa mudança de lógica ao observar que a disputa já não é pela visibilidade, mas pela confiança. “Quem ganha não é quem fala mais alto. É quem consegue ser uma fonte confiável de interpretação da realidade. As organizações que se tornam referência entendem que relevância não é audiência”, afirma. Para ele, a influência duradoura nasce de um processo mais lento e consistente. “Relevância é influência, que nasce da consistência. Você não constrói credibilidade com um post viral, mas com anos de coerência entre discurso e prática.”

A diferença entre presença e relevância, argumenta, está na capacidade de produzir valor para o debate público. “Quem oferece contexto, conhecimento e capacidade de conexão entre diferentes setores da sociedade passa a ocupar um raro espaço de curador de confiança. Existe uma diferença enorme entre produzir conteúdo e produzir significado. Muitas organizações falam, mas poucas ajudam as pessoas de fato a pensar.”

Na visão do publicitário, a legitimidade construída por esse tipo de atuação está diretamente ligada à utilidade que uma organização consegue oferecer à sociedade. “A legitimidade vem da utilidade. Quando uma organização ajuda a sociedade a entender melhor seus desafios e a construir soluções, ela passa a ser necessária.”

Ao longo dos anos, o LIDE buscou traduzir essa lógica em sua própria atuação. Inicialmente associado à realização de encontros empresariais, o grupo ampliou sua presença também por meio da produção de conteúdo e da circulação permanente de informações, fortalecendo sua capacidade de conectar lideranças, especialistas e diferentes setores da economia.

Legitimidade

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De acordo com Germano Oliveira, diretor do portal Brasil Confidencial, espaços dedicados à discussão pública assumem um papel estratégico em momentos de maior tensão política e institucional. “Por isso, torna-se extremamente importante a organização de fóruns e a realização de debates, principalmente em entidades que congreguem a discussão dos principais temas que mobilizam o país. O intercâmbio de informações e o debate de ideias podem auxiliar os eleitores a se esclarecerem.”

Mesmo diante da expansão dos canais digitais, a capacidade de reunir pessoas continua sendo um diferencial. É justamente essa capacidade de articulação que, para Nizan Guanaes, distingue organizações que conseguem exercer influência duradoura. “Instituições respeitadas não pensam apenas em sua própria agenda. Elas conseguem criar plataformas onde diferentes visões convivem e onde as conversas relevantes acontecem.”

Na leitura do publicitário, as organizações que efetivamente se tornam referências não se limitam à transmissão de mensagens. “As que influenciam de verdade não ficam só transmitindo mensagens. Elas criam encontros, estimulam diálogo e conectam pessoas que normalmente não estariam sentadas na mesma mesa.”

Esse processo produz algo que vai além da simples circulação de informações. “Essa capacidade de reunir diferentes pensamentos e grupos é capaz de gerar uma inteligência coletiva que poderia não existir sem ela. Quem consegue reunir os melhores talentos, as melhores ideias e as conversas mais relevantes acaba se transformando em um ponto de referência para a sociedade.”

É nessa combinação entre conteúdo, pluralidade e capacidade de articulação que as fontes situam a trajetória construída pelo LIDE ao longo dos anos. Para Germano Oliveira, a organização consolidou-se como um espaço recorrente de debate dos temas mais relevantes no cenário nacional. “O LIDE, efetivamente, tem assumido o papel de discussão de temas estratégicos para o país.”