Meta testa ferramenta de compras com IA para rivalizar com ChatGPT e Gemini
Recurso em fase de testes nos EUA exibe carrossel de produtos no chatbot e integra estratégia de “superinteligência pessoal” da companhia.
Mark Zuckerberg, CEO da Meta. (Foto: Divulgação)
A Meta iniciou testes de um recurso de pesquisa de compras em seu chatbot de inteligência artificial para competir com ferramentas semelhantes oferecidas pelo OpenAI, com o ChatGPT, e pelo Google, com o Gemini. As informações são da Bloomberg.
A funcionalidade permite que usuários solicitem sugestões de produtos e está sendo disponibilizada para parte dos usuários do navegador Meta AI nos Estados Unidos.
O chatbot responde com um carrossel de imagens de produtos, acompanhado de legendas com informações sobre marca, site e preço. Também apresenta uma breve explicação das recomendações em formato de marcadores. Um porta-voz da Meta confirmou os testes da ferramenta de compras, mas não deu mais detalhes.
O CEO da empresa, Mark Zuckerberg, estabeleceu como meta a criação de uma “superinteligência pessoal”, em meio à concorrência com outros chatbots populares que também vêm incorporando recursos de comércio eletrônico para monetizar suas plataformas.
Durante teleconferência realizada em janeiro, Zuckerberg afirmou que a companhia começará a lançar, nos próximos meses, novos produtos capazes de oferecer uma “experiência exclusivamente pessoal” com base no histórico, interesses, conteúdos e relacionamentos dos usuários.
Nos testes realizados pela Bloomberg News, as recomendações do chatbot foram adaptadas à localização do usuário e ao gênero inferido a partir do nome. Ao buscar por jaquetas, por exemplo, a ferramenta mencionou a localização em Nova York e apresentou opções femininas.
O chatbot da Meta não conta com opção de pagamento ou checkout. Os usuários podem clicar nos links fornecidos pelos comerciantes para dar continuidade à compra.
O porta-voz não respondeu se a empresa recebe comissões pelas indicações feitas pelo chatbot nem comentou se a Meta AI prioriza marcas que já anunciam em plataformas como Facebook e Instagram.
Na teleconferência de janeiro, Zuckerberg afirmou que, além de ajudar empresas a alcançar públicos específicos por meio de anúncios, as “novas ferramentas de compras agênticas da empresa permitirão que as pessoas encontrem o conjunto certo e muito específico de produtos das empresas em nosso catálogo”.