Conheça as 3 soluções de pagamento que devem impulsionar o varejo em 2026
Tecnologias apoiadas por inteligência artificial e novos modelos de transação devem tornar a jornada de compra mais simples e eficiente.
Mayra Borges, vice-presidente de produtos e negócios da Getnet. (Foto: Divulgação)
Com o Pix consolidado como principal meio de pagamento do país, o varejo inicia 2026 focado em ferramentas que possam tornar a experiência de compra mais rápida, integrada e sem atritos. Impulsionado pela digitalização acelerada dos meios de pagamento, que alcançaram 72,5 bilhões de transações apenas no primeiro semestre de 2025, segundo o Banco Central, o setor entra em 2026 diante de tecnologias que tendem a redefinir a jornada de compra no país.
Segundo Mayra Borges, vice-presidente de produtos e negócios da Getnet, a transformação do setor passa por combinar dados, conveniência e segurança.
“A personalização não depende apenas de dados, mas de conseguir oferecer a solução ideal no momento certo”, afirma. “As principais tendências de 2026 atuam tanto no ambiente digital quanto no físico, reduzindo filas, etapas e abandono de carrinho.”
A seguir, as três tecnologias que devem marcar o ano:
1. Pagamentos autorizados por Inteligência Artificial
Uma das pautas mais discutidas na NRF Retail’s Big Show 2026, maior evento global do varejo, essa tecnologia, conhecida pelo nome de Agentic Commerce”, permite que assistentes virtuais autorizem pagamentos recorrentes ou pontuais conforme regras pré-definidas pelo usuário, como melhor dia de fluxo de caixa ou busca automática por descontos. A solução reduz etapas e torna a gestão financeira mais autônoma, acompanhando o movimento global de assistentes inteligentes.
2. Tap on Phone: o celular como terminal de pagamento
Transformar o próprio smartphone em um terminal apto a receber pagamentos por aproximação é uma das tendências mais aceleradas no varejo. Segundo relatório da Juniper Research, o volume global de transações nessa modalidade deve crescer de US$ 24 bilhões em 2025 para US$ 540 bilhões em 2030.
A tecnologia favorece desde pequenos vendedores itinerantes até grandes redes que buscam descentralizar caixas e reduzir filas, ampliando pontos de atendimento sem necessidade de equipamentos adicionais.
Evolução para o conceito Tap on Everything
Em 2026, o Tap on Phone também passa por uma ampliação importante, evoluindo para o conceito de Tap on Everything, que já desponta como tendência para este ano. Com a chegada de novos SDKs (ferramentas que permitem habilitar pagamentos por aproximação em diferentes dispositivos), qualquer equipamento com Android 11 ou superior e antena NFC — como totens de autoatendimento, tablets e monitores interativos — pode se tornar agora um ponto de pagamento.
Essa evolução expande o ecossistema de aceitação e permite ao varejo criar múltiplos pontos de transação distribuídos pela jornada do cliente, com mais autonomia, conveniência e redução de filas.
3. Pix por iniciação: o fim do "copia e cola" entre abas
Cada vez mais adotado pelo varejo digital, o Pix por iniciação dispensa o processo de copiar e colar códigos. A autorização ocorre dentro do próprio ambiente de compra, diminuindo o abandono de carrinho e tornando a jornada mais simples e fluida.
Segundo o Banco Central, a modalidade movimentou R$ 15,3 bilhões em 2025, impulsionada pelo Open Finance, que permite a integração direta entre plataformas de venda e instituições financeiras.