Filie-se
Tecnologia

CEOs no Brasil consideram que IA atende ou excede expectativas, diz estudo da EY-Parthenon

Além disso, 30% dos executivos apontam que investimento em IA e digital representa a principal ação para suas empresas se adaptarem a um mundo em transformação geopolítica e econômica.

14 de abril de 2026 por AGÊNCIA EY

Leandro Berbert, sócio de Estratégia e Transações da EY Brasil.Leandro Berbert, sócio de Estratégia e Transações da EY-Parthenon. (Foto: Divulgação)

Nove em cada dez CEOs (94%) atuantes no Brasil consideram que a inteligência artificial tem atendido ou excedido as expectativas de suas organizações em relação a crescimento do faturamento e de eficiência operacional, indica estudo da EY-Parthenon. Essa porcentagem é o resultado da soma das respostas “significativamente acima das expectativas” (24%), com a IA entregando muito mais do que o previsto, “em linha com as expectativas” (34%), com a IA atendendo ao esperado inicialmente, e “algo acima das expectativas” (36%), com a IA oferecendo um pouco mais do que o esperado. Globalmente, esse índice é de 97% divididos da seguinte forma: 20% para “significamente acima das expectativas”, 19% para “em linha com as expectativas” e 58% para “algo acima das expectativas”.

“Esse resultado demonstra que as empresas começam a enxergar o valor da IA traduzido nos seus negócios. Essa tem sido a preocupação dos investidores globalmente: a de constatar que as organizações estão sendo bem-sucedidas no uso dessa tecnologia para tornar suas operações mais eficientes e lucrativas”, diz Leandro Berbert, sócio de Estratégia e Transações da EY-Parthenon. Ainda segundo o executivo, o levantamento demonstra que o custo operacional das empresas deve crescer neste ano em comparação com 2025, com 80% dos CEOs que atuam no Brasil esperando que haja aumento ou aumento consistente. “Com as empresas pressionadas pela elevação dos custos, a IA assume importância ainda maior nessa lógica de tornar o negócio mais eficiente e rentável”, completa.

O estudo também revela que 30% dos CEOs entrevistados na amostra brasileira consideram o investimento em IA e digital como a ação mais importante das suas empresas para se adaptarem a um mundo em transformação geopolítica e econômica, colocando-se em posição de crescimento. Essa foi a maior porcentagem de respostas entre as ações apresentadas. A gestão de custos aparece em segundo lugar, seguida de fortalecimento das parcerias; diversificação das cadeias de suprimentos; e aperfeiçoamento da gestão de risco geopolítico. “Novamente, a IA aparece como o caminho para fazer com que as empresas melhorem seus resultados financeiros e operacionais em um cenário global cada vez mais complexo”, observa Berbert.

Mensuração das principais tendências

A última edição do CEO Outlook contou com a participação de 1,2 mil CEOs de grandes empresas em todo o mundo, que foram entrevistados entre novembro e dezembro de 2025. Esses executivos representam 21 países (Brasil, Canadá, México, Estados Unidos, Bélgica, Luxemburgo, Holanda, França, Alemanha, Itália, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia, Reino Unido, Austrália, China, Índia, Japão, Singapura e Coreia do Sul) e cinco segmentos (bens de consumo e saúde, serviços financeiros, indústria e energia, infraestrutura, tecnologia, mídia e telecomunicações). As receitas globais anuais das empresas pesquisadas são as seguintes: menos de US$ 500 milhões (20%); US$ 500 milhões a US$ 999,9 milhões (20%); US$ 1 bilhão a US$ 4,9 bilhões (30%); e superiores a US$ 5 bilhões (30%).

O estudo CEO Outlook Survey traz as percepções dos líderes de negócios sobre as principais tendências que estão influenciando as empresas líderes mundiais, bem como suas expectativas para o crescimento futuro e a criação de valor a longo prazo. “Em tempos de incerteza e disrupção, os CEOs devem construir confiança em sua capacidade de lidar com os riscos e acelerar estratégias transformadoras”, observa Berbert. “Os avanços tecnológicos, a complexidade geopolítica, o cenário regulatório em evolução e os desafios de ESG exigem a integração de capacidades de estratégia, transações e transformação para criar um ecossistema de negócios preparado para o presente e principalmente para o futuro”, finaliza.