Filie-se
Investimentos

Plano Safra de R$ 525 bilhões deve ampliar movimentação de cargas em portos e hidrovias nacionais

Safra recorde exige investimentos em logística para garantir competitividade ao agronegócio brasileiro.

01 de julho de 2026 por LIDE

porto de santosSafra recorde exige investimentos em logística para garantir competitividade ao agronegócio brasileiro. (Foto: Divulgação)

O volume recorde de recursos do Plano Safra 2026/2027, lançado nesta terça-feira (30) pelo Governo do Brasil, amplia as perspectivas de crescimento da produção agropecuária e reforça a importância de uma infraestrutura logística cada vez mais eficiente para levar os produtos brasileiros aos mercados interno e externo. Com R$ 525,1 bilhões em crédito e instrumentos de política agrícola, R$ 9 bilhões a mais que em 2025/2026, o incentivo chega em um momento de forte expansão do agronegócio brasileiro, impulsionado pelo desempenho das exportações.

Durante o evento, o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, destacou a contribuição do setor para a economia nacional. “Nós batemos recorde de exportação no ano passado, dos 349 bilhões de dólares exportados pelo Brasil, 169 bilhões vieram do agro. Tem um efeito fantástico, no sentido de estabilidade e de fortalecimento da economia brasileira”, afirmou.

Representando o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a secretária executiva Thairyne Oliveira participou da cerimônia no Palácio do Planalto e destacou que o aumento da produção agrícola e das exportações torna ainda mais estratégico o fortalecimento da infraestrutura logística do país. “Os portos brasileiros são a principal porta de saída do comércio exterior e a integração entre os diferentes modais torna o escoamento da safra mais eficiente, reduz custos e diminui prazos. Os recursos anunciados pelo Plano Safra também impulsionam a demanda por uma logística cada vez mais moderna e competitiva”, destacou Thairyne.

Hidrovias ganham espaço no escoamento de grãos

O avanço da produção agrícola também tem ampliado a participação das hidrovias no transporte de cargas. De acordo com o Anuário Agrologístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a participação do modal hidroviário na exportação de grãos passou de 8% em 2010 para 15% em 2025, consolidando-se como alternativa estratégica para reduzir custos e aumentar a eficiência logística.

O estudo destaca ainda a importância da soja, principal produto exportado pelo Brasil, que passa obrigatoriamente pelos portos nacionais. Em 2025, as exportações do grão alcançaram 108,18 milhões de toneladas, volume 9,5% superior ao registrado em 2024.

O Estado do Mato Grosso permaneceu como principal estado produtor e exportador, com 32,06 milhões de toneladas embarcadas. Entre os corredores de exportação, o Porto de Santos liderou a movimentação, com 34,57 milhões de toneladas, seguido pelos portos de Itaqui (MA), Paranaguá (PR), Barcarena (PA) e Rio Grande (RS). A China segue como o principal destino da soja brasileira, respondendo por 85,4 milhões de toneladas adquiridas, o equivalente a 78,9% das exportações do produto.

“O Ministério de Portos e Aeroportos tem papel fundamental para garantir o escoamento dessa produção crescente. Portos e hidrovias são elos estratégicos para que o Brasil mantenha sua competitividade internacional, fortaleça a segurança alimentar e transforme o crescimento do agronegócio em desenvolvimento econômico e geração de oportunidades”, concluiu Thairyne Oliveira.