General Mills vende operação no Brasil por R$ 800 milhões para 3corações
Negócio inclui marcas Yoki e Kitano, além de fábricas em Minas Gerais e Mato Grosso, e depende de aprovação regulatória.
O acordo inclui marcas como Yoki e Kitano e unidades produtivas no país. (Foto: Divulgação)
A General Mills anunciou nesta terça-feira (17) a venda de sua operação no Brasil para o grupo 3corações, em uma transação avaliada em cerca de R$ 800 milhões. O acordo inclui marcas como Yoki e Kitano e unidades produtivas no país. A informação foi publicada pelo InvestNews.
Reestruturação global
Segundo a companhia americana, a venda faz parte da estratégia de reestruturação do portfólio para impulsionar o crescimento de longo prazo. A empresa afirma que o movimento deve melhorar margens e ampliar o foco em plataformas globais prioritárias, como sorvetes super premium, comida mexicana, barras de snacks e alimentos para pets.
Desde 2018, a General Mills já renovou cerca de um terço de seus negócios por meio de aquisições e desinvestimentos, como parte do reposicionamento global.
Operação no Brasil
No país, a operação vendida inclui as marcas Yoki — líder em categorias como farofa, pipoca de micro-ondas e batata palha — e Kitano, referência em temperos. O pacote também contempla fábricas em Pouso Alegre (MG) e Campo Novo do Parecis (MT).
O negócio respondeu por aproximadamente US$ 350 milhões em vendas líquidas no ano fiscal de 2025.
Estratégia da 3corações
Para o grupo 3corações, a aquisição representa um passo na diversificação do portfólio e na expansão no setor de alimentos. Segundo o presidente da companhia, Pedro Lima, a incorporação das marcas amplia a presença da empresa em diferentes ocasiões de consumo.
O executivo destacou que a movimentação fortalece a estratégia de atuação ao longo do dia, do café da manhã ao jantar, além de reforçar o posicionamento como um dos principais players do setor. Ele também ressaltou a integração dos profissionais que passarão a fazer parte da companhia.
O acordo prevê a manutenção das marcas e tem como objetivo acelerar o crescimento da operação no Brasil. A conclusão da transação ainda depende de aprovação de autoridades regulatórias e do cumprimento de condições usuais, com expectativa de fechamento até o fim de 2026.