Empresas avançam em cibersegurança, mas dívida técnica ainda trava investimentos, aponta KPMG
Pesquisa mostra que mais da metade dos líderes financeiros espera alcançar o maior nível de maturidade em segurança cibernética em 2026, enquanto 43% afirmam que o custo para corrigir sistemas legados limita novos projetos de tecnologia.
Cláudio Sertório, sócio-líder de serviços financeiros da KPMG no Brasil. (Foto: Divulgação)
Quase metade (41%) dos líderes globais de tecnologia do setor financeiro pretende ampliar em mais de 10% os investimentos em segurança cibernética e análise de dados em 2026, segundo a pesquisa Global Tech Report 2026: Financial Services, da KPMG. O levantamento também aponta que 40% dos executivos consideram a proteção de dados um fator essencial para o cumprimento dos objetivos estratégicos das empresas.
O estudo mostra ainda que 58% dos entrevistados esperam alcançar, ainda este ano, o nível mais alto de maturidade em segurança cibernética, enquanto 52% afirmam que mais de 40% do valor gerado pelas tecnologias digitais já provém das plataformas tecnológicas fundamentais.
Apesar do avanço, a pesquisa identifica desafios para a transformação digital. Entre os líderes ouvidos, 43% afirmam que o custo para corrigir dívidas técnicas limita novos investimentos em tecnologia, e 60% apontam a escassez de talentos como um obstáculo para executar os planos da área.
"É muito importante investir nas bases, com dados de alta qualidade, processos consistentes e estruturados, infraestrutura resiliente e segurança embarcada, para que o uso da inteligência artificial traga mais assertividade e atinja os objetivos desejados. A transformação precisa abranger todo o modelo de negócios e ecossistema", afirma o sócio-líder de serviços financeiros da KPMG no Brasil, Cláudio Sertório.
A pesquisa ouviu 760 líderes de tecnologia do setor de serviços financeiros, entre diretores de dados, tecnologia da informação e inteligência artificial, de empresas com faturamento anual entre US$ 1 bilhão e US$ 100 bilhões.