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UE avalia financiar rotas alternativas de energia no Oriente Médio para contornar Ormuz

27 de abril de 2026 AP*, Estadão Conteúdo

A União Europeia avalia financiar rotas alternativas de energia no Oriente Médio para contornar zonas de conflito, como o Estreito de Ormuz, após a guerra com o Irã provocar escassez de combustíveis e disparada nos preços de petróleo e gás.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o bloco está pronto para trabalhar com países do Golfo Pérsico em novos projetos para levar energia aos mercados globais sem ficar "refém" de guerras ou tensões geopolíticas.

"Os eventos do último mês nos ensinaram uma dura lição", disse von der Leyen, após reunião informal de líderes da UE em Nicósia, no Chipre. Segundo ela, ameaças à navegação no Estreito de Ormuz têm impacto direto sobre a indústria europeia. "Uma ameaça a um navio mercante em Ormuz é uma ameaça a uma fábrica, por exemplo, na Bélgica."

A chefe do Executivo europeu também defendeu o reforço dos laços de defesa e citou a missão de segurança marítima da UE no Mar Vermelho como possível modelo para o Golfo Pérsico, mas concentrou suas declarações no apoio à reconstrução e ampliação da infraestrutura energética regional.

Von der Leyen afirmou que a UE está pronta para ajudar países do Golfo a diversificar a infraestrutura de exportação, reduzindo a dependência do "gargalo" de Ormuz, além de reparar instalações danificadas pela guerra.

Cerca de um quinto do petróleo e gás do mundo normalmente passa pelo estreito, cuja operação foi amplamente afetada pelo conflito. Segundo von der Leyen, a conta de energia do bloco aumentou em 25 bilhões de euros nos últimos 43 dias.

A dirigente citou ainda o Corredor Econômico Índia-Oriente Médio-Europa e disse que uma cúpula entre a UE e o Conselho de Cooperação do Golfo, prevista para este ano, poderá avançar nas discussões.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast