Polícia prende braço direito de Minotauro, apontado como maior ladrão de casas de SP
A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta segunda-feira, 9, Rodrigo Matos da Silva, conhecido como Bode, que seria braço direito do Minotauro, preso em setembro de 2025 e apontado como o chefe de um grupo que teria roubado ao menos 30 residências em bairros nobres da capital, como Cidade Jardim e Morumbi.
De acordo com o delegado Ronaldo Augusto Comar Marão Sayeg, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Rodrigo Matos é "um criminoso violento".
"Uma prisão dessa enfraquece o grupo criminoso, mas não desarticula. A Divisão de Patrimônio e a 4ª delegacia continuaram a investigação para alcançar, desta vez, um executor desses crimes, que é o Bode, Rodrigo Matos da Silva, um criminoso violento que entrava na casa das pessoas, ameaçava, torturava, independente da idade, crianças, idosos", afirmou.
Segundo Sayeg, após a prisão de Diego Fernandes de Souza, de 41 anos, o Minotauro, e de Rafael Henrique Alves de Sousa, o Rafinha, Bode passou a ser uma das lideranças da quadrilha de roubos.
"Com as prisões do ano passado, ele se tornou uma espécie de liderança deste grupo criminoso", afirmou.
Minotauro e Rafinha foram presos em setembro do ano passado. Considerado o chefe da quadrilha, Minotauro já era investigado há pelo menos dois anos pelo Deic, o Departamento Estadual de Investigações Criminais da Polícia Civil. Ele foi localizado na comunidade Paraisópolis, vizinha ao Morumbi, na zona sul.
À época, Minotauro estava foragido por roubo, formação de quadrilha, porte ilegal de armas e outros crimes. O nome dele consta em ao menos 14 inquéritos instaurados pelas autoridades policiais desde 2016.
O outro detido, o Rafinha, também era integrante da quadrilha. Ele foi detido pela Polícia Militar após participar de tentativa de roubo a uma casa no Morumbi.
Crimes seguiam mesmo modus operandi
Em reportagem de maio, o Estadão mostrou o modus operandi da quadrilha de Minotauro. O foco eram casas de alto padrão perto de obras ou imóveis vazios. A ação ocorria de madrugada, em bairros nobres.
Sem chamar muita atenção, criminosos fortemente armados entravam nas casas e rendiam vítimas ainda dormindo. Joias, relógios de luxo e outros itens de valor eram levados em instantes.