Ouro fecha em alta, com incertezas no Oriente Médio
O ouro fechou em alta nesta quinta-feira, 7, avançando pelo terceiro dia consecutivo, enquanto a prata registrou alta mais intensa. A movimentação acontece diante do surgimento de novas dúvidas em relação ao acordo entre os Estados Unidos e o Irã.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em alta de 0,35%, a US$ 4.710,90 por onça-troy. Já a prata para julho fechou com ganhos de 3,72%, a US$ 80,180.
Os metais diminuíram os ganhos já no fim da sessão, no começo da tarde, conforme circulam relatos de que o Irã criou novas regras para a circulação de embarcações no Estreito de Ormuz. Na quarta, 6, o país prometeu uma passagem tranquila pela via. Além disso, uma análise da CIA apontou que Teerã pode aguentar o bloqueio naval dos EUA por meses antes de sentir impactos econômicos mais severos.
Para o XS.com, o metal dourado necessita ultrapassar a faixa de US$ 4.730 e US$ 4.750 para sustentar uma forte tendência de alta. Caso não consiga romper o patamar, o ouro pode voltar a oscilar em uma faixa estreita de preços. Já o RHB aponta que ímpeto de alta do metal foi renovado, mas que uma pressão vendedora pode surgir na faixa de US$ 5 mil.
O mercado acompanhou também a publicação de dados do Federal Reserve (Fed) de Nova York, que apontaram para uma alta de 3,6% das expectativas de inflação de 1 ano. Nesta quinta, a dirigente do Fed Beth Hammack (Cleveland), declarou que seria "enganoso" sinalizar que a próxima decisão de política monetária seria de um corte, enquanto Susan Collins (Boston) concordou com uma linguagem mais moderada. Já Mary Daly (São Francisco) afirmou que tudo depende dos impactos da guerra na economia. Amanhã serão publicados dados sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos.
*Com informações de Dow Jones Newswires.