Conflito no Oriente Médio pressiona custo, mas buscamos equilíbrio, diz CEO da Berkshire
O CEO da Berkshire Hathaway, Greg Abel, disse neste sábado, 02, que os negócios de produtos químicos do grupo sofrem pressão, no curto prazo, da escalada nos preços de insumos derivados do petróleo, dada a escalada dos conflitos no Oriente Médio. O executivo ressaltou, no entanto, que a companhia tem encontrado um reequilíbrio repassando, na medida do possível, o aumento de custo.
Durante a reunião anual de acionistas, realizada neste sábado em Omaha, o CEO da Berkshire Hathaway observou que o custo de insumos da indústria química praticamente dobrou em um período muito curto.
"Vamos administrar isso, e essa é a beleza de fazer parte da Berkshire. Primeiro vamos cuidar do cliente, vamos encontrar a resposta certa, vamos gerenciar os desafios e criar valor", disse Greg Abel.
Conforme o CEO, o lucro do negócio químico estaria em queda, ou estável para baixo, por conta da alta dos insumos, mas a divisão está "entregando o que o cliente precisa". "Isso se reequilibra ao longo do tempo, quando nossos preços vão subir conforme os contratos. No fim, seremos tratados de forma justa: os preços serão reajustados e depois talvez recuem um pouco mais lentamente", comentou o executivo.
Abel ressaltou ainda que a operação dos negócios da companhia visa retornos de longo prazo, descartando investimentos que buscam explorar a valorização recente do petróleo. "Não vamos colocar o ativo em risco para tentar obter um resultado de curto prazo só porque o preço do petróleo está mais alto", declarou Greg.