Visa testa pagamento com Pix e biometria facial no transporte público
Projeto com WhatsApp elimina redirecionamento bancário e busca simplificar recarga de passagens.

Leonardo Enrique, diretor executivo da Visa Conecta. (Foto: Divulgação)
A Visa, por meio da Visa Conecta, iniciou no Brasil um projeto piloto que integra pagamento via Pix com biometria facial na compra de passagens de transporte público.
Desenvolvida em parceria com a VaideBus, a solução permite que usuários recarreguem cartões de transporte diretamente pelo WhatsApp, sem a necessidade de acessar o aplicativo do banco para concluir a transação.
A iniciativa começa nas cidades de Sorocaba e Ribeirão Preto, em São Paulo, com o objetivo de testar a experiência do consumidor e a eficiência da tecnologia em um ambiente real.
A proposta é eliminar um dos principais pontos de atrito do Pix no comércio digital: o redirecionamento para aplicativos bancários. Segundo dados do Panorama E-commerce 2026 da Visa, 87% dos consumidores consideram atraente a possibilidade de concluir pagamentos em poucos segundos, enquanto 70% aceitariam vincular seus dados bancários para tornar o processo mais ágil.
Na prática, o usuário inicia a jornada pelo WhatsApp, informa os dados da recarga e, após um primeiro vínculo com sua conta bancária, passa a concluir os pagamentos com autenticação por biometria facial, sem sair da conversa.
“Essa solução tem potencial para transformar significativamente a experiência de comércio e a usabilidade do Pix”, afirmou Leonardo Enrique, diretor executivo da Visa Conecta.
Já a VaideBus destaca o foco na experiência do usuário. “Agora, nossos consumidores podem fazer sua recarga pagando com um ‘sorriso’, em uma experiência em que a inovação atua nos bastidores para reduzir fricções”, disse Fernando Souza, fundador e diretor de tecnologia da empresa.
A iniciativa faz parte da estratégia da Visa de ampliar sua atuação em Open Finance e desenvolver novos modelos de pagamento integrados a plataformas digitais do dia a dia, com potencial de expansão para outros setores além da mobilidade urbana.