Filie-se
Fintechs

Nubank vê Argentina como mercado atraente e avalia possível retorno, diz Vélez

CEO afirma que crise levou saída do país e que prioridade segue em mercados onde a empresa já atua.

26 de março de 2026 - Atualizado há 8 horas por LIDE

David-Velez-CEO-and-founder-of-Nubank
David Vélez, CEO do Nubank. (Foto: Divulgação)

O CEO do Nubank, David Vélez, afirmou que a Argentina segue como um mercado “atraente” para uma eventual retomada das operações da fintech. Segundo a Bloomberg Línea, a empresa avalia o retorno, mas ainda sem definição de prazo.

A companhia, que atua no Brasil, México, Colômbia e Estados Unidos, encerrou suas atividades no país sul-americano após a crise econômica de 2019. No momento, a estratégia está concentrada na expansão nos mercados em que já opera.

“Eventualmente, acredito que estaremos na Argentina; é mais uma questão de como e quando, mas é um mercado atraente”, disse Vélez em entrevista.

O Nubank havia anunciado sua entrada no país em junho de 2019, com a abertura de um escritório em Buenos Aires e a nomeação de um gerente geral. No entanto, a operação foi encerrada pouco tempo depois, diante da instabilidade macroeconômica e de um ambiente regulatório considerado desafiador.

Apesar de não haver planos imediatos para relançar o aplicativo no país, há indicativos de novos investimentos. A agência EFE informou que a fintech pretende investir mais de US$ 470 milhões na abertura de escritórios em Buenos Aires e em Washington, nos Estados Unidos, embora a função dessas unidades não tenha sido detalhada.

Na Colômbia, segundo Vélez, a operação começou do zero, com a solicitação de uma licença de financiamento comercial, em um ambiente com barreiras regulatórias relevantes. Ainda assim, a empresa conseguiu consolidar sua presença no país.

“É um setor historicamente fechado, que favorece os operadores estabelecidos. Mesmo assim, conseguimos construir uma marca forte e conquistar a confiança dos consumidores”, afirmou.

O executivo destacou que, ao expandir para um quarto mercado, a empresa optou pelos Estados Unidos, devido ao tamanho e à relevância do sistema financeiro local. Segundo ele, mudanças regulatórias permitiram a entrada de novas instituições no país.

Para Vélez, operar nos Estados Unidos é mais simples do que na América Latina, devido à maior estabilidade macroeconômica e política, além da força da moeda e do tamanho do mercado consumidor.

Sobre uma eventual entrada na Europa, o CEO afirmou que o continente apresenta maior nível de regulação e barreiras à entrada, o que exige priorização estratégica. No momento, segundo ele, as oportunidades nos Estados Unidos e na América Latina são mais relevantes para o crescimento da companhia.