Acordos com a Venezuela abrangem oportunidades de gás natural offshore e de petróleo e gás onshore. (Foto: Reprodução)
A Shell assinou vários acordos petrolíferos com o governo da Venezuela que abrangem oportunidades de gás natural offshore e de petróleo e gás onshore, informou a empresa em comunicado, segundo a Reuters.
A companhia também firmou acordos técnicos e comerciais com a empresa de engenharia venezuelana VEPICA, além da KBR e da empresa norte-americana de serviços petrolíferos Baker Hughes.
Os acordos foram assinados após a reunião do secretário do Interior dos Estados Unidos, Doug Burgum, com a presidente venezuelana Delcy Rodríguez no país sul-americano nesta semana.
Burgum é o segundo secretário do gabinete a visitar a Venezuela desde que um ataque dos Estados Unidos em janeiro capturou o presidente Nicolás Maduro. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, esteve no país em fevereiro.
A Shell possui um projeto de gás offshore de longa duração na Venezuela, chamado Dragon, que enfrentou reveses nos últimos anos com mudanças na política dos Estados Unidos em relação ao país. Em fevereiro, a empresa afirmou que licenças gerais emitidas pelos EUA para exploração de petróleo e gás permitirão avançar com o projeto.
O último acordo firmado entre Venezuela e Shell abre caminho para o desenvolvimento do campo de gás Dragon e para que o primeiro gás seja exportado para Trinidad até o terceiro trimestre de 2027, afirmou o ministro de Energia de Trinidad, Roodal Moonilal.
Trinidad e Shell têm buscado desenvolver o projeto e exportar o gás para o país caribenho a fim de ampliar a produção da principal usina de gás natural liquefeito (GNL) do país, a Atlantic LNG. A unidade pertence à Shell, à BP e à National Gas Company de Trinidad.
No ano passado, a planta produziu 9 milhões de toneladas métricas de gás natural liquefeito, abaixo da capacidade nominal de 12 milhões de toneladas, devido à escassez de gás.
Uma reforma do setor petrolífero aprovada pelo legislativo venezuelano em janeiro reduziu impostos, ampliou o poder de decisão do Ministério do Petróleo e concedeu maior autonomia aos produtores privados, entre outras medidas destinadas a estimular investimentos.
A TV FANB, canal estatal venezuelano voltado às forças armadas, afirmou em uma publicação no Telegram que os novos acordos com a Shell “reafirmam que a Venezuela continua a ser um destino seguro e confiável para o investimento estrangeiro”.