Senador Efraim Filho destaca matriz limpa e marco regulatório como base para investimentos em data centers no Brasil
Senador aponta que matriz energética renovável e avanço regulatório formam a base para atrair novos investimentos em data centers no Brasil.
Senador Efraim Filho defende a criação de data centers e tecnologias de inteligência artificial no Brasil. (Foto: Bruna Lopes/LIDE)
O senador Efraim Filho destacou que o Brasil reúne condições para atrair investimentos em data centers e tecnologias de inteligência artificial, especialmente pela combinação entre matriz energética renovável e avanço regulatório. Ele afirmou que 90% da matriz energética brasileira é renovável e que essa característica posiciona o país para ser “a usina verde”. Segundo o senador, cabe ao Congresso entregar marcos legais que assegurem segurança jurídica aos investidores.
Efraim Filho citou a elaboração da legislação específica para data centers, chamada de programa ReData, estruturada para apoiar investimentos no setor. Ele afirmou que o custo da energia e a pegada de carbono são fatores críticos para a instalação dessas estruturas e destacou que o Brasil aprovou a regulação do mercado de carbono, processo no qual disse ter atuado como um dos articuladores.
O senador comparou o cenário brasileiro ao europeu, afirmando que o custo da energia na Europa representa um gargalo para modelos de IA, que consomem grande volume energético e, muitas vezes, dependem de fontes fósseis. Ele declarou que o Brasil pode oferecer o que classificou como “transição gêmea”, unindo digitalização e descarbonização com uso de energia limpa.
Efraim Filho mencionou o debate sobre o “custo Brasil”, afirmando que o Congresso aprovou medidas para melhorar o ambiente de negócios na última década. Entre os marcos legais citados pelo senador estão a reforma previdenciária, a reforma trabalhista, a autonomia do Banco Central, o novo marco legal de saneamento, o novo marco do petróleo e gás, a Lei de Liberdade Econômica e a reforma tributária. Ele afirmou que a reforma, cuja transição começa no próximo ano e segue até 2032, deve alinhar o país às práticas tributárias de grandes economias.
O senador afirmou que o objetivo dessas iniciativas é simplificar processos, reduzir burocracia e melhorar a posição do país em rankings internacionais de ambiente de negócios. Segundo ele, o trabalho legislativo busca olhar “pelo lado de quem investe e pelo lado de quem produz”.
Efraim Filho encerrou sua participação afirmando que o Brasil tem vocação para unir produção agroindustrial e energia renovável, sustentando que o país pode ser “celeiro do mundo no agro” e também atender à demanda energética exigida por data centers. Ele disse que Brasil e França têm condições de avançar na parceria tecnológica e energética e afirmou que o Congresso Nacional está à disposição para apoiar esse movimento.