Creditas acelera uso de IA, bate recordes e prevê lucro operacional em 2026
Fintech brasileira vê inteligência artificial ganhar espaço em áreas como crédito, cobrança e desenvolvimento tecnológico, enquanto amplia receita e melhora margens operacionais.

Sergio Furio, CEO e fundador da Creditas. (Foto: Divulgação)
Segundo a Bloomberg, a Creditas avalia que 2026 pode representar um ponto de inflexão em sua estratégia de eficiência operacional apoiada em inteligência artificial. A fintech brasileira registrou receita recorde de R$ 633 milhões no primeiro trimestre, avanço de 23,1% na comparação anual, impulsionado pela expansão dos volumes de crédito e pela reprecificação do portfólio.
Em entrevista à Bloomberg Línea, o CEO e fundador da companhia, Sergio Furio, afirmou que os avanços nos modelos preditivos permitiram melhorar a experiência dos clientes, ampliar margens e reduzir custos de aquisição. “A melhor aderência de nossos modelos à projeção de perdas e rentabilidade das transações permite ajustar o preço e com isso melhorar a conversão, ampliando margens e reduzindo custo de aquisição”, disse o executivo.
A originação de crédito atingiu R$ 1,1 bilhão entre janeiro e março, o maior volume trimestral da história da fintech, com destaque para os segmentos de Auto Equity e Home Equity. A estratégia da empresa passa pela adoção de uma arquitetura “AI-First”, com agentes de inteligência artificial atuando em áreas como subscrição de risco, cobrança e desenvolvimento de software.
Segundo Furio, já existem operações de cobrança de curto prazo totalmente geridas por agentes autônomos de IA, com desempenho superior ao de consultores humanos em determinadas etapas do processo. “Temos agora os primeiros casos em operações de cobrança de curto prazo que são 100% geridos pelos nossos agentes de IA, com performance, inclusive, superior aos consultores humanos”, afirmou.
O avanço tecnológico também contribuiu para ganhos de produtividade. A receita por colaborador chegou a R$ 1,4 milhão em março de 2026, ante R$ 900 mil dois anos antes. A Creditas projeta atingir receita de R$ 2,8 bilhões em 2026 e prevê alcançar lucro operacional positivo na segunda metade do ano. “Nós esperamos que já na segunda parte do ano comecemos a gerar lucro operacional positivo”, disse Furio.