Carros eletrificados avançam na América Latina, com liderança do Brasil
Vendas crescem no início do ano e já representam 14,5% do mercado na região.
Brasil é o principal mercado de vendas de veículos eletrificados da América Latina. (Foto: Freepik)
As vendas de veículos eletrificados seguem em expansão na América Latina e já representam 14,5% do total comercializado na região. As informações são da Bloomberg.
No primeiro bimestre, foram emplacadas 136.575 unidades, ante 80.635 no mesmo período de 2025, segundo relatório da Aconauto, entidade ligada à Aladda.
Os veículos híbridos lideram esse avanço, com 77.039 unidades vendidas e participação de 8,2% no total. Já os modelos 100% elétricos somaram 33.772 unidades, com fatia de 3,6%, enquanto os híbridos plug-in alcançaram 25.664 unidades, representando 2,7% do mercado.
Segundo o presidente da Aladda, Pedro Nel Quijano, a transição energética na região ocorre por diferentes motivações — desde preocupações ambientais até restrições urbanas, como rodízios de veículos. Ao mesmo tempo, a infraestrutura de recarga ainda limitada tem favorecido a adoção de tecnologias intermediárias, como os híbridos.
Nesse cenário, o Brasil se mantém como o principal mercado da região. O país registrou 55.713 veículos eletrificados no período, um crescimento de 69% na comparação anual e participação de 15,7% no mercado interno.
O Brasil também lidera em todos os segmentos: foram 17.129 veículos totalmente elétricos (alta de 103,4%), 22.160 híbridos (crescimento de 80,6%) e 16.424 híbridos plug-in (avanço de 33,8%).
Além disso, o país possui a maior infraestrutura de recarga da América Latina, com 14.827 estações públicas, de acordo com a Organização Latino-Americana de Energia.
Outros mercados relevantes incluem o México, com 27.840 unidades vendidas, seguido pela Colômbia, que registrou 16.410 emplacamentos e apresentou uma das maiores participações proporcionais da região.
A Argentina também se destacou, com crescimento de 263,4% no período, enquanto o Chile manteve ritmo consistente de expansão, com alta de 60%.
O avanço dos eletrificados na região indica uma mudança gradual no perfil da frota, ainda que condicionada por fatores como custo, infraestrutura e políticas públicas, que seguem determinantes para o ritmo dessa transição.