Augusto Cury: 'Quero ser a voz da pacificação e da esperança'
Escritor e pré-candidato do Avante defendeu combate à polarização, criação de políticas para saúde emocional e um projeto nacional voltado à educação, empreendedorismo e inteligência artificial.
Escritor e pré-candidato do Avante defendeu combate à polarização. (Foto: Vanessa Carvalho/ LIDE)
Em sua participação no Brazil Investment Forum, promovido pelo LIDE em Nova York, o escritor, psiquiatra e pré-candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, afirmou que pretende levar para a política uma agenda baseada em pacificação social, saúde emocional e desenvolvimento educacional. Em vídeo direcionado ao co-chairman do LIDE, João Doria, e aos empresários presentes no evento, Cury disse que decidiu ingressar na política por acreditar que o país atravessa um momento de adoecimento coletivo provocado pela radicalização e pela ausência de projetos estruturantes.
“Não existe um barco da direita e outro da esquerda. Nós estamos num barco só”, declarou. Segundo ele, a polarização política transformou o Brasil em uma sociedade “extremamente ansiosa e doentia”, a ponto de muitas pessoas não conseguirem expressar livremente suas posições políticas dentro da própria família. Para o escritor, o debate público passou a ser dominado pelo “culto à personalidade” e pelo ego, afastando o país de discussões estratégicas sobre educação, produtividade e qualidade de vida.
Ao longo da fala, Augusto Cury apresentou propostas voltadas principalmente à juventude e à saúde mental. O pré-candidato chamou atenção para o aumento dos índices de suicídio entre crianças e adolescentes e para o crescimento de casos de automutilação nas escolas brasileiras. “Todo adolescente que se mutila não quer sentir dor física; ele tenta neutralizar uma dor emocional”, afirmou. Cury defendeu a criação de políticas públicas permanentes de acolhimento emocional, além da reformulação da educação básica com disciplinas voltadas ao empreendedorismo, gestão financeira e desenvolvimento socioemocional.
O escritor também propôs a criação de 10 mil escolas de empreendedorismo em comunidades e favelas, associadas a linhas de financiamento para jovens e famílias. Segundo ele, o Estado precisa atuar de forma mais presente nas regiões vulneráveis para evitar o avanço do crime organizado. “A sociedade precisa ser profundamente abraçada por uma política de curto, médio e longo prazo”, declarou. O pré-candidato ainda defendeu maior protagonismo feminino e criticou os impactos dos padrões estéticos sobre a autoestima das mulheres e dos jovens.
Na área econômica e tecnológica, Augusto Cury afirmou que o Brasil precisa se tornar um país mais produtivo, exportador e integrado à economia global. Ele sugeriu a criação de hubs de exportação em diferentes regiões do país e propôs uma reformulação das universidades para transformá-las em centros de inovação e produção de patentes. “Formamos 15 vezes menos mestres do que a média da OCDE”, destacou. O pré-candidato também sugeriu a criação de uma secretaria ou ministério voltado exclusivamente à inteligência artificial e à robótica, afirmando que o avanço tecnológico provocará mudanças profundas nos próximos anos.
Ao encerrar sua participação, Cury afirmou que pretende contribuir para uma política mais conciliadora e menos personalista. “O presidente não é um grande líder; ele é um empregado da sociedade contratado pelo voto”, disse. Segundo ele, o Brasil precisa construir um projeto nacional baseado em conhecimento, esperança e responsabilidade social para enfrentar os desafios econômicos e emocionais das próximas décadas.
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