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LIDE BRAZIL INVESTMENT FORUM

'O Brasil é um país rico, mas interditado', diz Aldo Rebelo

Pré-candidato à Presidência afirmou que corporações e entraves institucionais bloqueiam investimentos no país e defendeu a “desinterdição” do Brasil para estimular crescimento econômico e geração de oportunidades.

12 de maio de 2026 por LIDE

VAN_2877Pré-candidato à Presidência afirmou que corporações e entraves institucionais bloqueiam investimentos no país. (Foto: Vanessa Carvalho/LIDE)

Durante participação no Brazil Investment Forum, promovido pelo LIDE em Nova York, o ex-ministro e pré-candidato à Presidência da República, Aldo Rebelo, afirmou que o Brasil enfrenta um bloqueio institucional que impede o país de explorar plenamente seu potencial econômico. Em discurso direcionado ao co-chairman do LIDE, João Doria, Rebelo declarou que “o Brasil não é um país pobre”, mas sim “um país interditado” por estruturas estatais e corporativas que dificultam investimentos e travam o desenvolvimento nacional.

“O Brasil é um país rico, mas é um país bloqueado institucionalmente”, afirmou. Segundo Rebelo, diferentes órgãos e instituições exercem influência excessiva sobre decisões econômicas estratégicas. Ele citou nominalmente o Supremo Tribunal Federal (STF), o Ministério Público, o Ibama, a Funai, o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério dos Povos Indígenas como exemplos de estruturas que, em sua avaliação, possuem capacidade de barrar projetos e investimentos no país. “O Estado brasileiro bloqueia todo tipo de investimento”, disse.

Ao defender uma agenda de abertura econômica e segurança institucional, Aldo Rebelo afirmou que o Brasil reúne condições únicas para atender demandas globais crescentes por segurança alimentar, energética e minerais estratégicos. Segundo ele, o país possui vantagens competitivas em áreas como agronegócio, energia e terras raras, mas não consegue transformar esse potencial em desenvolvimento efetivo por causa da insegurança regulatória e burocrática. “O Brasil tem a solução para o próprio Brasil e o Brasil tem a solução para o mundo”, declarou.

O pré-candidato também relacionou a necessidade de reformas institucionais à geração de oportunidades para os jovens brasileiros. Para Rebelo, a “desinterdição” do país permitiria ampliar investimentos, estimular a economia e criar perspectivas mais positivas para estudantes e trabalhadores. “O Brasil precisa ser desinterditado para criar esperanças para sua juventude”, afirmou, mencionando jovens que frequentam escolas técnicas e universidades e que, segundo ele, precisam voltar a enxergar o futuro “com confiança e esperança”.

Apesar das críticas ao ambiente institucional brasileiro, Aldo Rebelo encerrou sua participação em tom otimista. O ex-ministro afirmou acreditar no potencial do país, desde que as decisões políticas estejam alinhadas às vocações econômicas nacionais. “Sou otimista e confiante no Brasil”, declarou. Para ele, o país poderá retomar uma trajetória de crescimento e atratividade internacional quando houver escolhas capazes de conciliar estabilidade, desenvolvimento e segurança para investidores nacionais e estrangeiros.

A 15ª edição do LIDE Brazil Investment Fórum é uma iniciativa LIDE e LIDE Nova York e tem patrocínio Aegea, BYD, CNSaúde, CODEMGE, Governo de Minas, Domtar, Gerdau, Hapvida, Shell, Spotify, Vale, X-VIA e Wald. O apoio é de Alvorada Oil & Gás, Bank of América, CNC, CNI, CNSeg, Cutrale Group, JBJ, JHSF e NSI. As mídia partners são Jovem Pan, Veja, Veja Negócios, Correio Braziliense, Propmark, Correio da Manhã, lide.com.br, Revista LIDE e TV LIDE. O apoio institucional é da Brazilian American Chamber of Commerce. A transportadora oficial é a American Airlines. Sofitel é o hotel oficial. A operadora oficial é a Maringá Turismo.