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7º Brasília Summit

Aguinaldo Ribeiro diz que IA exigirá um Estado menor e mais eficiente

Deputado federal relaciona avanço da tecnologia à necessidade de reformar a máquina pública diante dos desafios fiscais e demográficos do país.

17 de junho de 2026 - Atualizado há 5 horas por LIDE

O deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) afirmou que o avanço da inteligência artificial exigirá uma transformação estrutural do Estado brasileiro para garantir mais eficiência na prestação de serviços públicos. Durante participação no 7º Brasília Summit, realizado nesta quarta-feira (17), em Brasília, o parlamentar defendeu a modernização da máquina pública diante dos desafios fiscais e demográficos que o país enfrentará nas próximas décadas.

Ao discutir os impactos da inteligência artificial na gestão pública, Aguinaldo destacou que a tecnologia deve ser encarada como uma ferramenta capaz de ampliar a produtividade dos governos, mas ressaltou que os ganhos dependerão da capacidade de adaptação das instituições.

"Quando nós falamos em inteligência artificial, a gente vê a inteligência artificial como uma ferramenta. E como ferramenta, assim como internet e tantos adventos que a humanidade desenvolveu, ela pode ser usada para o bem, pode ser usada para o mal", afirmou.

O deputado avaliou que os governos têm dificuldades para acompanhar a velocidade das transformações tecnológicas. "Os governos passaram a ser paquidermes, caríssimos", disse. Segundo ele, a estrutura estatal precisará ser reformulada para responder às demandas da sociedade de forma mais eficiente.

Aguinaldo relacionou essa necessidade ao cenário fiscal brasileiro e às mudanças demográficas observadas no país. De acordo com o parlamentar, o aumento da expectativa de vida e a queda na taxa de natalidade pressionam a sustentabilidade dos sistemas públicos e exigirão novas soluções para a prestação de serviços.

"É um Estado que cada vez custa mais caro, que precisa oferecer um serviço cada vez mais eficiente, porque é isso que nós demandamos como cidadãos", afirmou.

Na avaliação do deputado, a inteligência artificial pode contribuir para esse processo ao ampliar a capacidade de gestão, integrar informações e apoiar a tomada de decisões. No entanto, ele destacou que a transformação depende de escolhas de governança e investimentos públicos.

"Isso só se faz com decisão de governança e investimento", disse.

Durante sua exposição, Aguinaldo também ressaltou a importância da interoperabilidade entre sistemas e da integridade dos dados para garantir a eficácia das novas tecnologias na administração pública. Segundo ele, esses fatores devem caminhar ao lado das discussões sobre soberania digital e modernização do Estado.

O parlamentar defendeu ainda a valorização dos profissionais do setor público e afirmou que a busca por maior eficiência não deve ser confundida com a precarização da administração. Ao relembrar sua experiência como ministro das Cidades, relatou dificuldades para atrair especialistas para cargos estratégicos devido à diferença salarial em relação à iniciativa privada.

Ao concluir sua participação, Aguinaldo afirmou que a inteligência artificial representa uma escolha que impactará toda a sociedade e defendeu cautela na adoção das novas tecnologias. "A gente tem que ter cuidado em tudo que a gente vai fazer, porque em tudo que a gente faz e nas nossas escolhas, nós temos consequências", afirmou.

O 7º Brasília Summit reúne autoridades, empresários e especialistas para discutir os impactos da inteligência artificial na gestão pública e privada. O evento é uma iniciativa do LIDE, Correio Braziliense e LIDE Brasília. O 7º Brasília Summit é patrocinado por BRB Financeira, X-VIA e Alpha Secure. Conta com apoio de PauloOctávio e PMIA. São media partners TV LIDE, Correio Braziliense, Clube FM, TV Brasília, Revista LIDE e Brasil Confidencial. Os fornecedores oficiais são Bauducco e Natural One.