Rosewood São Paulo leva sua coleção de arte à SP-Arte com instalação de Ananda Nahu
Hotel ocupa espaço institucional na feira e traduz, em ambiente conceitual, a conexão entre arte contemporânea, arquitetura e design.
Cabocla Jurema, Acrilica sobre tela, 150 x 110cm.
O Rosewood São Paulo transporta para a SP-Arte 2026 uma das dimensões mais marcantes de seu projeto: a integração entre arte, arquitetura, design e hospitalidade. Entre os dias 8 e 12 de abril de 2026, no Pavilhão da Bienal, em São Paulo, o hotel apresenta um espaço conceitual dedicado à artista Ananda Nahu, cujo trabalho já faz parte da coleção permanente da propriedade.
Instalado no terceiro andar da feira, na seção institucional ao lado de museus e empresas convidadas, o ambiente traduz para o contexto expositivo a linguagem que permeia o hotel desde sua concepção. Com curadoria de Kátia D'Avillez e mobiliário assinado por Vivian Coser, o espaço aposta em materiais como pedra natural e vime para compor uma narrativa sensorial e contemporânea.

Nascida em Juazeiro, na Bahia, Ananda Nahu apresenta uma linguagem visual que dialoga com espiritualidade e identidade.
A escolha de Ananda Nahu concentra essa proposta em uma artista cuja produção articula pintura, muralismo e referências da formação cultural brasileira. Nascida em Juazeiro, na Bahia, e com trajetória que percorre Brasil, Europa e Estados Unidos, sua obra transita entre intervenções urbanas, projetos institucionais e trabalhos em grande escala. No Rosewood São Paulo, sua presença já se revela em um mural em corredor de quartos e em dois tapetes desenvolvidos para o edifício AYA.
Na feira, a artista apresenta um novo trabalho em que figura, grafismo, natureza e memória coexistem no mesmo campo pictórico. A proposta reforça uma linguagem visual que dialoga com espiritualidade, identidade e repertórios simbólicos brasileiros.

Essa participação também evidencia a amplitude da coleção do hotel, que reúne mais de 450 obras de artistas e artesãos brasileiros, incorporadas ao projeto desde sua origem. Ao levar parte desse acervo e de sua curadoria para a SP-Arte, o Rosewood reafirma seu papel como um dos principais interlocutores entre arte contemporânea e experiência de luxo no país.
No texto curatorial, Kátia D’Avillez destaca a força imagética da produção de Ananda. “A obra de Ananda se apoia no plano visível: o desenho nítido, a cor em fricção alta, a figura recortada, o ornamento incorporado à estrutura da linguagem. Sua pintura conhece muito bem o poder de aderência da imagem.”
Segundo a curadora, nas obras apresentadas, “a figura de Jurema atravessa a pintura como imagem espiritual e como signo de uma visualidade brasileira”, evocando dimensões ligadas aos sentidos, à espiritualidade e às matrizes afro-indígenas.